Introdução

Há muito o que ser aprendido. Há muito o que podemos extrair do que vemos, tocamos, ouvimos, e acima de tudo, sentimos. Nossa sabedoria vem dos retalhos que vamos colhendo ao longo de nossa evolução, que os leva a formar a colcha que somos. Esse espaço é para que eu possa compartilhar das luzes que formam o que Eu tenho sido!!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

INQUIETAÇÃO

Vez que outra, apresenta-se, inesperadamente, e toma corpo, terminando por gerar desconforto e depressão.
Aparece como dúvida ou suspeita e ganha forma, passando por diferentes fases, até controlar a emotividade que se transtorna, levando a estados graves.
Aqui, se apresenta na condição de medo em relação ao futuro.
Ali, se expressa em forma de frustração, diante do que não foi logrado.
Acolá, se manifesta como um dissabor qualquer, muito natural, aliás, em todas as vidas.
Há momentos em que se estabelece como conflito, inspirando rebeldia e agressividade.
Noutras ocasiões, ei-la em forma de desconforto íntimo e necessidade de tudo abandonar...

No turbilhão da vida hodierna em face do intercâmbio psíquico nas faixas da psicosfera doentia que grassa, é muito difícil a manutenção de um estado de equilíbrio uniforme.
A inquietação, porém, constante, deve merecer mais acurada atenção, a fim de ser debelada.
Não lhe dês guarida, dialogando com as insinuações de que se faz objeto.
Evita as digressões mentais pessimistas, e não te detenhas nas conjecturas maliciosas.
Ninguém a salvo desses momentos difíceis. Todavia, todos têm o dever de superá-los e avançar confiantes nos resultados opimos das ações encetadas.
Assim, age sempre com correção e não serás vítima de inquietações desgastantes.

Joanna D'Ângelis (Espírito) através de Divaldo Pereira Franco, 
no livro "Episódios Diários". 

AO AMANHECER



Dia novo, oportunidade renovada. 
Cada amanhecer representa divina concessão que não podes nem deves desconsiderar. 
Mantém, portanto, atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados; otimismo diante das ocorrências que surgirão; coragem no confronto das lutas naturais; recomeço de tarefa interrompida; ocasião de realizar o programa planejado.
Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis. À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever.

Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente. Dirige cada ação à sua finalidade específica. Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à lição com disposição, avançando, passo a passo, até o momento de conclusão dos deveres planejados.

Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos. Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas.

Joanna D'Ângelis (Espírito) através de Divaldo Pereira Franco, 
no livro "Episódios Diários".

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

RENDAMOS GRAÇAS

    "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco." - Paulo (I Tes 5,18.)

A pedra segura. 

O espinho previne. 

O fel remedeia. 

O fogo refunde. 

O lixo fertiliza. 

O temporal purifica a atmosfera. 

O sofrimento redime. 

A enfermidade adverte. 

O sacrifício enriquece a vida. 

A morte renova sempre. 

Aprendamos, assim, a louvar as bênçãos que nos confere.

Bom é o calor que modifica, bom é o frio que conserva.

A alegria que estimula é irmã da dor que aperfeiçoa.

Roguemos  à  Providência  Celeste  suficiente  luz para  que  nossos  olhos identifiquem o celeiro da graça em que nos encontramos.

É a cegueira Intima que nos faz tropeçar em obstáculos, onde só existe o favor divino. 

E, sobretudo, ao enunciar um desejo nobre, preparemo-nos a recolher as lições que nos cabe aproveitar, a fim de realizá-lo segundo os propósitos superiores que nos regem os destinos.

Não nos espantem dificuldades ou imprevistos dolorosos. 

Nem sempre o Socorro de Cima surge em forma de manjar celeste. 

Comumente,  aparece  na  feição  de  recurso  menos desejável.  Lembremo-nos,  porém,  de  que  o homem  sob  o  perigo  de  afogamento, nas águas profundas que cobrem o abismo, por vezes só consegue ser salvo ao preço de rudes golpes.

Rendamos graças, pois, por todas as experiências do caminho evolutivo, na santificante procura da Vontade Divina, em Jesus-Cristo, Nosso Senhor.

Emmanuel [Espírito] através de Francisco Cândido Xavier, 
no livro "Pão Nosso", capítulo 100.

OS ANJOS GUARDIÕES


Comunicação espontânea obtida pelo senhor L... , um dos médiuns da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

É uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos pelo  seu encanto e pela sua doçura: a dos anjos guardiões.

Pensar que se tem, junto de si,  seres que vos são superiores, que estão sempre aí para vos aconselhar, vos sustentar, para vos ajudar a escalar a áspera montanha do bem, que são amigos mais seguros e mais devotados que as mais íntimas ligações que  se possa contrair nesta Terra, não é uma ideia bem consoladora? 

Esses seres estão aí por ordem de Deus; foi ele quem os colocou junto de nós, e estão aí pelo amor dele, e cumprem,  junto de nós,  uma bela mas penosa missão. Sim, em qualquer parte que estejais, ele estará convosco: os calabouços, os hospitais,  os lugares de deboche, a solidão, nada vos separa desse amigo que não podeis ver, mas do qual vossa alma sente os mais doces impulsos e ouve os sábios conselhos.

Por que não conheceis melhor essa verdade! 

Quantas vezes ele vos ajudou nos momentos de crise, quantas vezes vos salvou das mãos de maus Espíritos! Mas, no grande dia, esse anjo do bem terá, freqüentemente, a vos dizer: "Não te disse isso?  E tu não o fizeste. Não te mostrei o abismo, e tu nele te precipitaste; não te fiz ouvir na consciência a voz da verdade, e não  seguiste os conselhos da mentira?" Ah! questionai vossos anjos guardiões; estabelecei, entre ele e vós, essa ternura íntima que reina entre os melhores amigos. Não penseis em não lhes ocultar nada, por que são o olho de Deus, e não podeis enganá-los.  

Sonhai com o futuro, procurai avançar nesse caminho, vossas provas nele serão mais curtas, vossas existências mais felizes. Ide! homens de coragem; lançai  longe de vós,  uma vez por  todas, preconceitos e dissimulações; entrai no novo caminho que se abre diante de vós; caminhai, caminhai, tendes guias, segui-os: o objetivo não pode vos faltar,  porque esse objetivo é o próprio Deus.

Àqueles que pensam que é impossível a Espíritos verdadeiramente elevados se sujeitarem a uma tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, diremos que influenciamos vossas almas estando a vários milhões de léguas de vós: para nós o espaço não é nada, e mesmo vivendo em um outro mundo, nossos espíritos conservam  sua ligação com o vosso.

Gozamos de qualidades que não podeis compreender, mas estejais seguros que Deus não nos impôs uma  tarefa acima de nossas forças, e que não vos abandonou sozinhos na Terra, sem amigos e sem sustentação. Cada anjo guardião tem o seu protegido, sobre o qual ele vela, como um pai vela sobre seu filho; ele é feliz quando o vê seguir o bom caminho, e geme quando seus conselhos são desprezados.

Não temais nos cansar com vossas perguntas; ficai, ao contrário, em relação conosco: sereis mais fortes e mais felizes. São essas comunicações, de cada homem com seu Espírito familiar, que fazem todos os homens médiuns, médiuns ignorados hoje mas que se manifestarão mais tarde, e que se espalharão como um oceano sem limites para refluir a incredulidade e a ignorância. 

Homens instruídos, instruí; homens de talento, elevai vossos irmãos. Não sabeis que obra cumpris assim: é a do Cristo, aquela que Deus vos impôs. Por que Deus vos deu a  inteligência e a ciência, se não para partilhá-las com vossos irmãos, certamente para avançá-los no caminho da alegria e da felicidade eterna.

São Luís, Santo Agostinho.
Revista Espírita nº  1 – Ano I I

QUAIS AS TRÊS PRINCIPAIS PERGUNTAS QUE CARACTERIZAM A ATITUDE FILOSÓFICA?

1 - Perguntar o que é (uma coisa, um valor, uma ideia, um comportamento). Ou seja, a filosofia pergunta qual é a realidade e qual é a significação de algo, não importa o quê.

2 - Perguntar como é (uma coisa, uma ideia, um comportamento). Ou seja, a filosofia indaga como é a estrutura ou o sistema de relações que constitui a realidade de algo.

3 - Perguntar por que é (uma coisa, uma ideia, um valor, um comportamento). Ou seja, por que algo existe, qual é a origem ou a causa de uma coisa, de uma ideia, de um valor, de um comportamento.

A atitude filosófica inicia-se dirigindo essas indagações ao mundo que nos rodeia e à relações que mantemos com ele... em outras palavras, a filosofia compreende que precisa conhecer nossa capacidade de conhecer, que precisa pensar sobre nossa capacidade de pensar. 

Por isso, pouco a pouco, as perguntas da filosofia se dirigem ao próprio pensamento: "O que é pensar?", "Por que há o pensar?". A filosofia torna-se, então, o pensamento interrogando-se a si mesmo. Por ser uma volta que o pensamento realiza sobre si mesmo, a filosofia se realiza como reflexão ou, seguindo o oráculo de Delfos, busca realizar o "Conhece-te a ti mesmo". 

POR QUE SE PERGUNTA "PARA QUE FILOSOFIA"?

Essa pergunta, "Para que filosofia?", tem sua razão de ser. Em nossa cultura e nossa sociedade, costumamos considerar que alguma coisa só tem o direito de existir se tiver alguma finalidade prática muito visível e de utilidade imediata, de modo que, quando se pergunta "Para que?", o que se quer saber é: "Qual a utilidade?", "Para que serve isso?", "Que uso proveitoso ou vantajoso posso fazer disso?".

Verdade, pensamento racional, procedimentos especiais para conhecer fatos, aplicação prática de conhecimentos teóricos, correção e acúmulo de saberes: esses objetivos e propósitos das ciências não são científicos, são filosóficos e dependem de questões filosóficas. O cientista parte delas como questões já respondidas, mas é a filosofia quem as formula e busca respostas para elas. 

Comentário:

A importância da Filosofia está justamente em ser ela a gênese que provoca o pensamento reflexivo, determinando as ações que deveremos tomar para alcançarmos melhor o entendimento das coisas. A filosofia é uma ferramenta imprescindível que nos auxilia na busca constante e dinâmica pelo saber.  

QUE SIGNIFICA DIZER QUE A FILOSOFIA SE VOLTA PREFERENCIALMENTE PARA OS MOMENTOS DE CRISE OU CRÍTICOS?

Quando uma crença contradiz outra ou parece incompatível com outra, ou quando aquilo em que sempre acreditamos é contrariado por uma outra forma de conhecimento entramos em crise. Algumas pessoas se esforçam para fazer de conta que não há problema algum e vão levando a vida como se tudo estivesse "muito bem, obrigado". Outras, porém, sentem-se impelidas a indagar qual é a origem, o sentido e a realidade de nossas crenças.

Comentário:

Quando entramos em crise, ou seja, quando nossas crenças já não nos tranquiliza ou alimenta, sentimos um incômodo, que é justamente o aguilhão a nos cutucar a fim de buscarmos o entendimento para aquilo que não nos satisfaz. Ao buscarmos esse entendimento valemo-nos do pensamento e da reflexão, buscando compreendermos melhor o momento vivido. Esse é um caminho que depois de iniciado, será quase impossível de abandoná-lo e assim vamos de crise em crise ampliando nossa compreensão sobre a existência nossa, dos nossos, e dos outros, sejam eles animados ou inanimados. 

QUANDO PASSAMOS DA ATITUDE COSTUMEIRA À ATITUDE FILOSÓFICA?

Quando o que era objeto de crença aparece como algo contraditório ou problemático e por isso se transforma em indagação ou interrogação, estamos passando da atitude costumeira à atitude filosófica. 

Essa mudança de atitude indica algo bastante preciso: quem não se contenta com as crenças ou opiniões preestabelecidas; quem percebe contradições e incompatibilidades entre elas; quem procura compreender o que elas são e por que são problemáticas está exprimindo um desejo, o desejo de saber. E é exatamente isso o que, na origem, a palavra filosofia significa, pois, em grego, philosophia quer dizer "amor à sabedoria".  

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

QUE QUER DIZER A PALAVRA CRÍTICA?

A palavra crítica vem do grego e possui três sentidos principais: 

1) "capacidade para julgar, discernir e decidir corretamente"; 

2) "exame racional de todas as coisas sem preconceito e sem pré-julgamento"; 

3) "atividade de examinar e avaliar detalhadamente uma ideia, um valor, um costume, um comportamento, uma obra artística ou científica". 

A atitude filosófica  é uma atitude "crítica" porque preenche esses três significados da noção de crítica, a qual, como se observa, é inseparável da noção de racional.

Comentário:

A palavra crítica foi incorporada ao nosso senso comum como sendo algo ruim, proveniente de um ser invejoso, amargo, cruel etc. Às vezes o ser é isso mesmo, mas ao pesquisarmos sobre a palavra podemos ampliar nosso horizonte de conhecimento e aprendermos que criticar é um ato saudável desde que feito com pressupostos organizados e sistemáticos, não pelo simples fato da não validação da coisa criticada. Saber reconhecer na crítica recebida o valor a ser considerado por cada um de nós, pode ser mais útil do que o elogio galhofeiro. Criticar não é apenas discordar mas apresentar a análise a partir de uma perspectiva diferente daquela demonstrada. Criticar, portanto, não deve ser falar mal ou bem de algo ou de alguma coisa, mas apresentar uma leitura alternativa.  

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

PERFIL DE JESUS


Carta do Senador Públio Lêntulus ao Cesar Romano.

"Sabendo oh César, que desejais conhecer, quanto eu vou narrar.

Existindo nos nossos tempos um homem, chamado Jesus, o qual vive atualmente de grandes virtudes. 

Que pelo povo é inculcado profeta da verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do Céu e da Terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado.

Em verdade, cada dia se ouve coisas maravilhosas desse Jesus; ressuscita os mortos e cura os enfermos.

Em uma palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto e há tanta majestade em seu rosto, que aqueles que o veem são forçados a amá-lo ou temê-lo. 

Ele tem os cabelos da cor da amêndoa bem madura, são distendidos até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes.

Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos ao meio, na forma em uso dos Nazarenos. A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, e separada pelo meio. 

O Seu rosto é cheio de aspecto e é muito sereno. 

Nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face que é uma cor moderada. 

O nariz e a boca são irrepreensíveis. 

Seu olhar é muito especioso e grave. Ele tem os olhos claros como o Céu; e o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios de Sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza faz chorar.

Os braços e as mãos muito belos. Alias é o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua Mãe, que é de uma rara beleza. Não se tendo jamais visto, por estas partes, uma donzela tão bela.... 

Na palestra contenta muito, mas o faz raramente. Porem quando dele alguém se aproxima, verifica que é muito modesto na presença e na pessoa.

Faz-se amar e é alegre com gravidade. Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes chorar.

De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém. Ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. 

Caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça.
Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, tremem e o admiram.

Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de tão grande doutrina, como ensina este Jesus.

Muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de tua Majestade.

Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o buscam e com ele tem praticado, afirmam ter dele recebido grande benefício de saúde. 

Porem à tua obediência estou prontíssimo –, se desejas mesmo vê-lo, repete a tua ordem que eu to enviarei.

Vale, da Tua Majestade, fidelíssimo e obrigadíssimo”.      
             Públio Lêntulus -  L’indizione setima, luna seconda.  

(Obs. Publio Lentulus é a reencanação de Emmanuel ao tempo de Jesus, informação revelada pelo próprio Emmanuel no Livro Há Dois Mil Anos. Psicografia de Chico Xavier. Ed. FEB.)