Introdução

Há muito o que ser aprendido. Há muito o que podemos extrair do que vemos, tocamos, ouvimos, e acima de tudo, sentimos. Nossa sabedoria vem dos retalhos que vamos colhendo ao longo de nossa evolução, que os leva a formar a colcha que somos. Esse espaço é para que eu possa compartilhar das luzes que formam o que Eu tenho sido!!!

terça-feira, 17 de junho de 2014

MAR ALTO

E, quando acabou de falar, disse a
Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as
vossas redes para pescar. - (Lucas, 5:4)

Este versículo nos leva a meditar nos companheiros de luta que se sentem abandonados na experiência humana.
Inquietante sensação de soledade lhes corta o coração.
Choram de saudade, de dor, renovando as amarguras próprias.
Acreditam que o destino lhes reservou a taça da infinita amargura.
Rememoram, compungidos, os dias da infância, da juventude, das esperanças crestadas nos conflitos do mundo.
No íntimo, experimentam, a cada instante, o vago tropel das reminiscências que lhes dilatam as impressões do vazio.
Entretanto, essas horas amargas pertencem a todas as criaturas mortais.
Se alguém as não viveu em determinada região do caminho, espere a sua oportunidade, porquanto, de modo geral, quase todo o Espírito se retira da carne, quando os frios sinais de inverno se multiplicam em torno.
Surgindo, pois, a tua época de dificuldade, convence-te de que chegaram para tua alma os dias de serviço em "mar alto", o tempo de procurar os valores justos, sem o incentivo de certas ilusões da experiência material.Se te encontras sozinho, se te sentes ao abandono, lembra-te de que, além do túmulo, há companheiros que te assistem e esperam carinhosamente.
O Pai nunca deixa os filhos desamparados; assim, se te vês presentemente sem laços domésticos, sem amigos certos na paisagem transitória do planeta, é que Jesus te enviou a pleno mar da experiência, a fim de provares tuas conquistas em supremas lições.

(Emmanuel [espírito] através de Francisco Cândido Xavier, no livro Pão Nosso, capítulo 21, páginas 55 & 56)

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A PUREZA DE CORAÇÃO




Mas o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque eu o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (Samuel 16:7).





Entre os antigos egípcios, o coração simbolizava a dimensão moral e espiritual que, aliás, se complementam, sendo identificado como órgão único da vida material e também como centro da vida espiritual. É do coração que jorra a fonte cristalina da vida, segundo um texto gravado em uma pirâmide do Alto Império. Por isso que no ritual de mumificação dos mortos era o único órgão preservado e, depois, recolocado no corpo. Como centro da vida moral, as ações humanas nascem do coração e lá também se depositam para o bem, ou para o mal. Tanto que o nosso coração necessita ser purificado através das boas emoções pautadas no amor e na caridade cristã, como vemos nos Salmos: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito estável” (51:10).

Os egípcios diziam que a mente/alma (BA) era uma entidade invisível e imortal que seria julgada após a morte do corpo pelos seus atos durante a vida. O coração, órgão que servia de sede para a alma, era capaz de recordar tudo o que foi feito enquanto vivo. Na morte, o coração seria pesado contra uma pluma e conforme seu peso a pessoa seria julgada culpada ou inocente. Durante a cerimônia da pesagem do coração era decidido se o sujeito seria mandado para o paraíso ou serviria de alimento para a figura mitológica parecida com um crocodilo chamado de Devorador.

Para os antigos semitas, o coração não é somente o órgão indispensável para a vida do corpo: ele é o centro de toda vida psicológica e moral, da vida interior.

Sendo o foco das faculdades espirituais e da vida moral, o coração é sede da sabedoria, da memória, da vontade, das disposições da alma, das paixões e sentimentos, dos desejos, da consciência. No sentido transcendental e religioso, é pelo coração que o homem forma e constitui o reino celestial, ligando-se ao Criador e com todo o universo, fazendo morada dos nobres sentimentos. Toda a mensagem do Cristo se resume no amor e o coração é o símbolo máximo do Cristianismo. Os nossos corações podem encontrar paz em saber que tudo está sob o controle do Criador, diz o apostolo amado João Evangelista: “Nisto conheceremos que somos da verdade, e diante dele tranquilizaremos o nosso coração; porque se o coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas” (3:19-20).

Já os gregos antigos, por meio de textos como os de Homero, Hesíodo e Ésquilo, observando o cardiocêntrica, em que o termo kardia coloca o universo expressando o movimento e ação em constante transformação e evolução, identificam o indivíduo na sua integralidade.

Aristóteles (384-322 a.C.) afirmava que o coração era o órgão do pensamento, das percepções e do sentimento, enquanto o cérebro seria importante para a manutenção da temperatura corporal, agindo como um agente refrigerador. Segundo ele, os nutrientes subiriam pelos vasos sanguíneos e, uma parte deles, uma espécie de refugo, seria resfriada no cérebro, transformando-se em líquido, de uma forma semelhante à que ocorre com a água na natureza, quando se forma a chuva. Ao contrário, o filósofo Platão dizia que a alma se encontrava no cérebro.

Platão colocava que é pelo cérebro que se experimenta de maneira sensível a ação de pensar, atividade superior por excelência e definidora da essência humana, enquanto ser racional. Já o coração, Platão dizia que é a “alma sensitiva” ou “emocional”, o princípio dos sentimentos e paixões como a cólera ou a coragem.  Tal noção significou um divisor de águas na história das concepções sobre o coração humano.
  
Allan Kardec, na obra “O Livro dos Espíritos”, na questão 146, pergunta: A alma tem, no corpo, uma sede determinada e circunscrita?

Resposta: Não. Mas ela se situa mais particularmente na cabeça, entre os grandes gênios e todos aqueles que usam bastante o pensamento, e no coração dos que sentem bastante, dedicando todas as suas ações à humanidade.

Tanto Platão como Aristóteles tinham razão, a alma se encontra mais particularmente nos órgãos que servem para as manifestações intelectuais e morais, contribuindo assim para o progresso da humanidade, repartindo seus talentos para o bem-estar do próximo.

A verdade é que a evolução só ocorre com a dedicação da caridade de todo nosso coração. O apóstolo Paulo diz: “Mas graças a Deus que, embora tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues” (Romanos 6:17). Ainda acrescenta: “Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (Coríntios, 2:9).

Santo Agostinho, em suas reflexões filosóficas e teológicas, diz que o coração tende a ser compreendido em um sentido metafórico enquanto imagem de alma ou espírito, na esfera mais existencial e mística de sua obra, particularmente em suas Confissões, o termo coração aparece com insistente frequência, significando a intimidade mais profunda da pessoa, a palavra “pela qual se define a individualidade de nosso ser”. Tanto que ele diz: “Com o coração se pede. Com o coração se procura. Com o coração se bate e é com o coração que a porta se abre”.

O coração renovado é um ser reformado, regenerado e transformado; não nos referimos ao órgão do corpo humano, mas sim à alma, sede das emoções, dos sentimentos, pensamentos e vontade. Um coração sem culpa, trauma, dor, ressentimento, mágoa e tristeza. Os Upanishades, escrituras hindus, dizem que: “Quando o uso dos sentimentos é purificado, o coração se purifica. Quando o coração é purificado, existe uma constante lembrança do Eu superior. Quando existe uma constante lembrança do Eu superior, todos os vínculos são desfeitos e a liberdade espiritual é alcançada”. O hinduísmo ainda diz que: “Dentro da cidade de Brahman, que é o corpo, existe o coração, e dentro do coração existe uma pequena casa. Essa casa é como um lótus. Dentro dela mora aquilo que deve ser procurado, investigado e percebido”.

Em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, no capítulo VIII, item 7, temos que: “a pureza de coração e a pureza de pensamentos caminham juntas. Só é puro de coração quem é puro de pensamentos. Se o pensamento é torpe, o coração não pode ser puro. Significa dizer que a pureza, reflexo de um sentimento acrisolado, teve seu nascedouro no pensamento puro”.

Por isso diz Jesus em seu Evangelho: “Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus” (Mateus 5:8); a palavra “puro” na língua grega tem a mesma raiz da palavra “catarse”. Quando entramos num processo de catarse, passamos por uma experiência bela e profunda, num mecanismo de autoanálise, como se fizéssemos uma faxina, limpando e removendo qualquer impureza e toda sujeira mental impregnada nas entranhas da alma.

Para termos um coração puro, um coração purificado pela reforma que regenera nosso modo de vida, mais do que um corpo puro, Jesus exige um coração puro, uma mente pura, liberta das escravidões. Por isso ele dizia: “Não é aquilo que entra pela boca que mancha o homem, mas aquilo que sai dele... Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias” (Mateus 15,10: 19). Os puros de coração agem por amor, pelas virtudes nobres, verão a Deus porque reconheceram suas leis, ou seja, receberão o dom da Inteligência, ou melhor, da sabedoria divina.

O coração para muitas correntes espiritualistas é tido como o centro da personalidade, sendo a sede dos afetos, das emoções e da boa vontade, criando o homem na sua totalidade. Jesus dizia que a pureza através da mansidão deveria fazer parte da rota que guia nossas vidas, começando em cada pequena atitude, como em nossos pensamentos, emoções, motivações, desejos e vontade.

Do coração também procedem todas as nossas dificuldades; o Mestre dizia: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mateus 15:19). O meio ambiente pode nos influenciar, quando a nossa alma é tendenciosa.

Procedem também do coração todas as belezas, a justiça, a misericórdia, o amor e a caridade; o coração é fonte da nobreza altruísta, é luz que ilumina o desânimo, a descrença, a discórdia, a revolta e a frustração. O homem deve guardar em seu coração a pureza, a mansidão, a humildade, cultivando a prece e vigiando seu comportamento perante o próximo. O rei Davi orou: “Que as palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença”.

Às vezes vemos a prática de alguns comportamentos que parecem ser puros, mas no fundo esta pureza exterior pode ser apenas aparente, mascarando nossas verdadeiras intenções, mas Deus não vê a aparência, e sim o coração. Jesus condenou a hipocrisia dos fariseus que mantinham uma santidade exterior, mas eram impuros por dentro. Limpavam o exterior do copo, mas havia sujeira dentro. Eram como sepulcros caiados (Mateus 23:25, 27). Os fariseus eram bons apenas na aparência. Por isso Jesus disse: “Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no Reino dos céus” (Mateus 5:20).

O coração é morada do Criador, dele procede o maior espetáculo da vida, chamado amor. O corpo é o templo do espírito, o coração é o palco sagrado da caridade. “Deus habita com o abatido e contrito de coração” (Isaías 57:15). “O coração puro é o paraíso de Deus, onde ele se deleita em habitar” (Efésios 3:17).

O codificador Allan Kardec, na obra “O Livro dos Espíritos”, na questão 108, pergunta: Qual é a sede da alma?

– A alma não está, como geralmente se crê, localizada num particular do corpo; ela forma com o perispírito um conjunto fluídico, penetrável, assimilando-se ao corpo inteiro, com o qual ela constitui um ser complexo, do qual a morte não é, de alguma sorte, mais que um desdobramento. Podemos figuradamente supor dois corpos semelhantes na forma, um encaixado no outro, confundidos durante a vida e separados depois da morte. Nessa ocasião um deles é destruído, ao passo que o outro subsiste. Durante a vida a alma age mais especialmente sobre os órgãos do pensamento e do sentimento. Ela é, ao mesmo tempo, interna e externa, isto é, irradia exteriormente, podendo mesmo isolar-se do corpo, transportar-se ao longe e aí manifestar sua presença, como o provam a observação e os fenômenos sonambúlicos.

(de Eduardo Augusto Lourenço, publicado no site www.oconsolador, em 04 de setembro de 2009 - para acessar o original clique AQUI)

JESUS É DEUS, MAS SEM DIVINDADE, POIS É NOSSO IRMÃO E NÃO PAI


Respeitemos a Doutrina Trinitária, mas ela é desconhecida dos autores bíblicos. E o próprio Jesus nada falou sobre Deus com três pessoas. Tanto é verdade isso, que os teólogos tiveram que a transformar em dogma, para que ela se firmasse como doutrina cristã.
Essa doutrina trinitária e a da divindade de Jesus são a causa principal do grande erro teológico de Deus antropomorfo (Deus humanado), o que cheira a mitologia e tem feito alastrar-se o ateísmo. 
Entre alguns textos de sentido figurado e interpretados literalmente pelos teólogos, destacam-se dois: “Nele habita plenamente a divindade.” (Colossenses 2: 9). Mas em nós, também, a divindade habita, só que ainda não plenamente, o que acontecerá, com a nossa evolução espiritual, quando chegarmos à estatura mediana de Cristo. (Efésios 4: 13; e Romanos 8: 9). O outro texto, erroneamente interpretado de modo literal é este: “Eu e o Pai somos um.” (João 10: 30).  Jesus e o Pai são um em sintonia. “Naquele dia vós conhecereis que eu estou em meu Pai e vós em mim e eu em vós.” (João 14: 20; 17: 21). “Deus está em todos.” (Efésios 4: 6).  Se Jesus está no Pai, nós em Jesus, que está também em nós, somos todos nós um só com Jesus e o Pai, mas só em sintonia, com todos conservando sua própria identidade, sua própria característica, sua própria natureza.
Assim, pois, como nós não nos tornamos literalmente nenhum dos dois, por entrarmos em sintonia com Eles, também nenhum  dos dois se torna um de nós, nem o Pai se torna o Filho, e menos ainda o Filho se torna o Pai.  
O Velho Testamento fala muito na vinda do Messias, um Homem Salvador, e não o próprio Deus. Aliás, o Enviado é sempre inferior ao que envia. “O Pai é maior do que eu.” (João 14: 28).
“Nenhum homem jamais viu a Deus”. (João 1: 18). Ora, se todas as pessoas viam Jesus, logo Ele não é Deus!
Jesus e nós somos deuses relativos (Salmo 82: 6; e João 10: 34), mas Deus absoluto, o único Ser incontingente de são Tomás de Aquino, é só o que Jesus denominou de seu Pai e nosso Pai. “Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus.” (João 20: 17).
“Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.” (1 Timóteo 2: 5)..
“Para nós há um só Deus, o Pai”. (1 Coríntios 8: 6).
“Vosso Deus é Deus dos deuses.” (Daniel 2: 47).
“Há um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.” (Efésios 4: 6).
“Ora, a vida eterna é conhecer-te a ti que és o único Deus verdadeiro e conhecer a Jesus Cristo que tu enviaste.” (João 17: 3).
“Minha doutrina não é minha, é daquele que me enviou.” (João 7: 16).
Sobre o final dos tempos, disse Jesus: “Quanto a esse dia e essa hora, ninguém o sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o filho; só o Pai o sabe.” (Marcos 13: 32).
Jesus disse às mulheres no sepulcro: “Não temais, ide avisar a meus irmãos que se dirijam à Galileia e lá me verão.” (Mateus 28: 10).
Realmente, Deus Pai é o único Deus verdadeiro. Jesus, como nós, é seu Filho. Portanto, Jesus é nosso irmão, e é Deus, mas relativo, pois Deus absoluto é só o Pai.

Mas lembremo-nos de que Jesus, apesar de não ser o Deus verdadeiro, absoluto, é o maior Filho de Deus e, pois, nosso irmão maior!
(Texto de autoria de José Reis Chaves publicada no jornal O Tempo de Belo Horizonte)

terça-feira, 27 de maio de 2014

PROVAS DE FOGO

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E o fogo provará qual seja a obra de cada um. - Paulo
(I Coríntios, 3:13)

A indústria mecanizada dos tempos modernos muito se refere às provas de fogo para positivar a resistência de suas obras e, ponderando o feito, recordemos que o Evangelho, igualmente, se reporta a essas provas, há quase vinte séculos, com respeito às aquisições espirituais. 


Escrevendo aos coríntios, Paulo imagina os obreiros humanos construindo sobre o único fundamento, que é Jesus Cristo, organizando cada qual as próprias realizações, de conformidade com os recursos evolutivos. 



Cada discípulo, entretanto, deve edificar o trabalho que lhe é peculiar, convicto de que os tempos de luta descobri-lo-ão aos olhos de todos, para que se efetue reto juízo acerca de sua qualidade. 



O aperfeiçoamento do mundo, na feição material, pode fornecer a imagem do que seja a importância dessas aferições de grande vulto. A Terra permanece cheia de fortunas, posições, valores e inteligências que não suportam as provas de fogo; mal se aproximam os movimentos purificadores, descem, precipitadamente, os degraus da miséria, da ruína, da decadência. No serviço do Cristo, também é justo que o aprendiz aguarde o momento de verificação das próprias possibilidades. O caráter, o amor, a fé, a paciência, a esperança representam conquistas para a vida eterna, realizadas pela criatura, com o auxílio santo do Mestre, mas todos os discípulos devem contar com as experiências necessárias que, no instante oportuno, lhe provarão as qualidades espirituais.



Emmanuel [espírito] através de Francisco Cândido Xavier, no livro: Pão Nosso, páginas 49 e 50.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

CONHECER-SE

O que encontraríamos em nossa natureza mais interna - aquele lugar assustador onde moram os sonhos? Paixões avassaladoras, sensualidade, cólera, egoísmo, ou um vazio, uma tristeza sem fim? Muitas pessoas realmente têm medo de si mesmas e sua personalidade está construída sobre uma base instável de desconfiança. 

São essas mesmas pessoas que não parecem obter êxito no confronto com suas emoções. Elas podem ter dificuldade em reconhecer ressentimentos ou desejos devido a uma noção qualquer de que deveriam estar acima desses impulsos humanos. Infelizmente, com frequência são pessoas assim, que têm expectativas tão pouco realistas a respeito de si mesmas, que surpreendem o mundo com uma súbita violência. É bastante comum ouvir-se dizer, depois de um divórcio escandaloso ou suicídio: "Mas eram pessoas tão educadas e tranquilas!"

Conhecer a fundo nossa geografia interna, nosso próprio padrão de necessidade e medos, jamais é perigoso. O perigo está em recusar-se a ver o que há lá dentro. Não podemos construir uma sólida autoconfiança com base na ignorância e desconfiança de nós mesmos. Só nos amando e reconhecendo nosso parentesco com a humanidade temerosa e carente é que poderemos crescer como indivíduos. 

Do livro: A promessa de um novo dia. 

terça-feira, 20 de maio de 2014

INTERCESSÃO

Irmãos, orai por nós - Paulo
(I Tessalonicenses, 5:25)

Muitas criaturas sorriem ironicamente quando se lhes fala das orações intercessoras.

O homem habitou-se tanto ao automatismo teatral que encontra certa dificuldade no entendimento das mais profundas manifestações de espiritualidade. A prece intercessora, todavia, prossegue espalhando benefícios com os seus valores inalterados. Não é justo acreditar que seja essa oração o incenso bajulatório a derramar-se na presença de uma monarca terrestre a fim de obtermos certos favores. 

A súplica da intercessão é dos mais belos atos de fraternidade e constitui a emissão de forças benéficas e iluminativas que, partindo do espírito sincero, vão ao objetivo visado por abençoada contribuição de conforto e energia. Isso não acontece, porém, a pretexto de obséquio, mas em consequência de leis justas. O homem custa a crer na influenciação das ondas invisíveis do pensamento; contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais não registram; só admite o auxílio tangível; no entanto, na própria natureza física, veem-se árvores venerandas que protegem e conservam ervas e arbustos, a lhes receberem as bênçãos da vida, sem lhe tocarem jamais as raízes e os troncos.

Não olvides os bens da intercessão.

Jesus orou por seus discípulos e seguidores, nas horas supremas. 

(Emmanuel [espírito] através de Francisco Cândido Xavier, no livro: Pão Nosso, páginas 47 e 48)

A VIDA É O MAIOR PRESENTE


A vida é única em cada pessoa. Ninguém se repete. Pode haver semelhanças, mas cada um é um.
Além de viver, cada pessoa é chamada a conviver. Ninguém se basta a si mesmo. Todos necessitam conviver.
Existe destino? Sim! O destino de todas as pessoas é a felicidade . Se Deus nos deu a vida é para que sejamos felizes.
Caminhando neste mundo, somos desafiados a fazer escolhas . Diante de nós há muitos caminhos. É preciso saber escolher .
O tempo dirá se as escolhas foram acertadas. Mas não basta escolher e seguir adiante. Ao longo do caminho, as escolhas necessitam ser avaliadas, confirmadas e reorientadas .
Não esqueça: a estrada é longa... Ao longo do caminho poderão surgir pedras... Por vezes os problemas são imensos...
Há dias em que nada parece ter sentido... Lutamos para conquistar algumas coisas e a vida acaba perdendo o sabor...
Um deserto penetra a alma... Uma dor profunda tira o vigor e a esperança... O sol deixa de brilhar, pois o coração parece estar na escuridão...
Em outros momentos, pequenos problemas adquirem um tamanho infinito... Acabamos por complicar o que seria fácil solucionar .
Consequências: irritação, mau-humor, depressão, angústia, desolação, nada mais serve... falta entusiasmo... e a paz se distancia...
Momentos difíceis... O que fazer ? No sofrimento, é necessário ser forte ! Porém, até a fé parece enfraquecer...
Quando a dor chega é fácil perder o rumo da vida. Se não houver cuidado, até o desespero pode se instalar na alma.
E onde fica a fé ?
Nas dificuldades e sofrimentos é fácil se tornar vulnerável . Se alguém disser: “faz isso”... Nem pensamos, vamos e fazemos ! “Vai a tal lugar”... Lá vamos nós.
Quanta gente se fragiliza e se perde... Não existem fórmulas para não sofrer. As descobertas deveriam brotar do mais fundo do ser, lá onde Deus gostaria de habitar.
Deus está ao nosso lado ! Dentro de nós ! Tudo passa... Por isso, não se perturbe... Busque em Deus uma LUZ para redescobrir o valor da vida e o sentido da fé.
Aquiete seu coração ! Por pior que seja a situação, o desespero em nada auxilia. Pelo contrário, só atrapalha e aumenta a dor.
Segura na mão de Deus e vai.... há algo novo esperando por você...
E se as dificuldades persistirem, lembre-se que restaram muitas coisas boas em sua vida. Você precisa vibrar com o que está dando certo... Você é maior que os problemas !
Lembre-se das palavras de Jesus: “estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”. Mais ainda, nos lembra São Paulo: “Se Deus é por nós, quem será contra nós? “
Então, o que fazer ? Se a cruz estiver muito pesada, olhe ao redor: há outras cruzes, talvez mais pesadas !?
A fé pode não resolver problemas, mas dá forças para continuar a caminhada...
A fé é capaz de confortar o coração e abrir os olhos para perceber que é possível ir adiante, mesmo com tantas dificuldades na bagagem.
Não desanime ! Não desespere ! Não deixe de viver !
Aos poucos tudo se encaminhará...
Não diga a Deus que você tem grandes problemas. Diga aos problemas que você tem um grande Deus !
Problemas familiares ? Estes fazem sofrer mesmo ! Bastante paciência. Poucas palavras. Muito silêncio. Muita oração !
Problemas de saúde ? O melhor medicamento é o pensamento positivo; é a confiança em si mesmo.
Problemas financeiros ? Procure ter os pés no chão. O mundo dos negócios é complexo. Não dê o passo maior que a perna. É necessário arregaçar as mangas e mãos à obra...
Problemas amorosos ? Tudo tem seu tempo. A paciência é um jeito de amar. Muita paciência e persistência.
A convivência entre pessoas diferentes é uma arte. Precisa ser cultivada e desenvolvida.
Como pessoas humanas somos sensíveis. Para não sermos influenciáveis e condicionados, precisamos manter vigilância, atenção e cuidado.
A inveja, o rancor, o ódio... não podem neutralizar toda a força que Deus colocou dentro de você.
Não perca tempo com mau-olhado , com ofensas e calúnias ... Essas são as armas dos fracos !
Então, o que fazer ? Não existem fórmulas. Não perca tempo correndo de um lado para o outro.
O melhor “lugar” para solucionar os problemas é dentro de você . Não se desespere. Você nunca estará sozinho .
Deus está ao seu lado ! Quando você não conseguir mais caminhar, Ele carregará você ao colo.
A oração é um grande medicamento. A leitura diária da Bíblia. A participação na Eucaristia, na missa. Fazer o bem, ajuda muito para a solução dos problemas.
Porém não reze exigindo que Deus faça somente o que você quer. Reze para que a vontade de Deus aconteça. Pois, Ele sempre vai querer o melhor para cada um de nós.
Deus quer a nossa felicidade. Ele indica o caminho, mas não obriga. Ele simplesmente convida.... dizer “sim” é uma decisão pessoal. Não esqueça: a vida é o maior presente. 
Recebido por e-mail do amigo Karlinhos do projeto www.bomnabolabomnavida.com.br

FAZEMOS PRECES NÃO PARA DEUS, MAS PARA NÓS MESMOS

A maioria das pessoas faz preces e assiste às cerimônias e aos rituais religiosos como se tudo isso fosse feito para agradar a Deus, com o objetivo de que Ele fique “mais bonzinho” para nós.

Mas Deus é um Ser imutável e de perfeição, felicidade e amor infinitos. Quando fazemos preces, nós nos dirigimos a Ele, sim, mas para nos beneficiarmos a nós mesmos e, principalmente, para que tenhamos os céus depois da morte de nosso corpo.

Poucas vezes, fazemos preces de gratidão a Deus pelo bem que sempre estamos recebendo Dele. Mas também, com essa nossa gratidão, não é Ele que fica mais feliz. Nós é que vamos nos beneficiar, sentindo-nos melhores, exatamente pelo alívio que sentimos por termos feito alguma coisa importante que temos o dever de fazer. É que tudo de melhor que temos devemos a Deus, inclusive o nosso maior bem terreno, isto é, a nossa vida corporal, pois é com ela que estamos tendo sempre novas oportunidades de evoluirmos moral e espiritualmente. Daí que o assassinato e o suicídio são as faltas ou pecados mais graves, pois eles interrompem essas oportunidades de as pessoas continuarem a sua caminhada em busca da sua perfeição. A vida terrena é, pois, uma dádiva que a misericórdia infinita de Deus, que jamais cessa, nos concede por meio das reencarnações, até que passemos pela porta estreita da nossa salvação ou libertação.

E não bastam as preces para que sejamos beneficiados. Elas são frutos da fé, mas que sem obras é morta (são Tiago 2: 26). E aqui fé (“pistis” em grego e “fides” em latim) não significa bem crença, mas fidelidade a Deus, ou seja, a prática da Lei Áurea ou dos Dez Mandamentos (o Decálogo de Moisés), que Jesus resumiu em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Quando Jesus disse que tudo que pedirmos a Deus em seu nome nos será dado, temos que entender que a expressão “em seu nome” significa que os nossos pedidos devem estar em concordância com a lei do seu evangelho, isto é, eles têm que ser moralmente justos e merecidos por aquele que ora ou por aquele a quem a prece é feita.

Realmente, de acordo com a lei cármica ou lei de causa e efeito ou ainda lei da semeadura livre e da colheita obrigatória, que é bíblica e universal, tem que existir o mérito para que o indivíduo possa receber o que se pede a Deus para ele. E esse mérito é realmente o que coloca moralmente o indivíduo em condições de estar pedindo em nome de Jesus, isto é, de acordo com a citada lei inexorável. De fato, frequentemente, nós pedimos a Deus as coisas que não merecemos e que são, pois, bloqueadas pelos nossos deméritos. Daí que Jesus disse (Marcos 14: 38): “Vigilate et orate” (vigiai e orai)  para não cairdes em tentações. Observe-se que o imperativo verbal “vigiai” vem antes do de “orai”, pois sem sermos vigilantes contra as tentações, nossas preces tornam-se vãs.

E esse conselho do excelso Mestre é para que nós não caiamos numa das nossas tentações mais comuns, que são as de pedirmos a Deus, em nome de Jesus, indevidamente, benefícios que não podemos receber, exatamente porque não temos mérito para recebê-los! 

José Reis Chaves, colunista do portal www.otempo.com.br 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

ENCONTRE-SE


Dizer que a vida é cheia de significado não é dizer que esse significado é fixo ou mágico. Os sinais vêm a nós de dentro, não de fora. A moral que conseguimos extrair dos pequenos dramas de nossa vida tem a ver com nossa própria evolução.

Podemos aprender tanto com experiências negativas como positivas e precisamos aplaudir nosso próprio progresso (provavelmente, ninguém mais o fará). Só nós temos a possibilidade de saber o quanto avançamos ao dominar, por exemplo, o medo de falra em público ou de participar de uma campanha e angariamento de fundos pelo telefone. Talvez tenhamos aprendido a dizer "não" às exigências dos outros e somos os únicos que são capazes de reconhecer esse avanço, congratulando-nos por ele. 

Encontrar a moral de cada evento diário pode ser uma aventura. É bom fazermos uma avaliação periódica, pois ela nos ajuda a ver o progresso que conseguimos e a graduar nossas expectativas ao verdadeiro andamento de nossa evolução. 

Do livro: A promessa de um novo dia. 

TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

A terra está sendo removida como um campo preparado para o plantio. O arado do Senhor está em plena atividade fazendo o serviço de remover do solo terrestre as impurezas que precisam ser eliminadas. Outros elementos devem ser selecionados para a produção de frutos de qualidade.
Como uma mãe que sente dores de parto pela proximidade do momento em que dará à luz um filho, um homem novo ao mundo, a Terra geme e estertora.
Mas como disse o Mestre há dois milênios: ainda não é o fim!Angústia nas nações, mudanças climáticas, revelações sociais. Oscilações na economia e a derrocada do poder dos homens falidos. Tudo isso produz uma certa inquietação nas pessoas mais sensíveis. Toda essa movimentação, tanto física quando social, nos faz pensar que a Terra é um grande organismo vivo, que, como o homem, os filhos da Terra, reflete na área física e social as grandes revoluções que ocorrem na sua vida espiritual.
Multidões de espíritos a serviço do Cordeiro de Deus vão e vêm entre as dimensões da vida, obedecendo às ordens do seu Comandante Supremo, pois a hora da colheita se aproxima.
Os Espíritos do Senhor, realizando a sua vontade sublime e soberana, visitam as regiões sombrias da vida extrafísica, realizando a higienização intensa e profunda dos quistos purgatoriais do globo.
Do lado de cá da vida, a grande mudança está em pleno andamento. Toda essa movimentação de seres comprometidos com a política divina e das energias por eles postas em ação faz com que certos reflexos sejam sentidos no panorama físico do mundo.
Assim como o corpo físico do homem reflete as mudanças que ocorrem na área emocional e mental, também o mesmo ocorre num âmbito mais geral com o planeta Terra.
O conflito final está sendo travado nos bastidores da vida, e as energias desencadeadas pela ação natural do expurgo planetário, da seleção natural dos espíritos que ficarão na Terra e daqueles que partirão fazem com que a Terra se ressinta.
Não somente a ação do homem é o que interfere no sistema de vida do planeta. O mundo está expulsando de si os cânceres astrais, as inteligências sombrias, e, como um grande organismo que se contrai e se movimenta para eliminar os focos de pestilência internos, o planeta Terra reage
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Em reação natural, progressiva, mas também incrementada por energias poderosas que estão a serviço do saneamento coletivo, faz com que os homens, os encarnados sintam de perto os primeiros sinais de que algo novo está ocorrendo, de que estamos começando a sentir as dores de um parto planetário. Um novo homem, uma nova humanidade e uma nova civilização emergirão das cinzas das antigas.
Água, terra, ar e fogo são os elementos criados e acionados pelo organismo terrestre a fim de dinamizar o processo de expurgo daquelas consciências que não amadureceram e não servem mais para compor o novo corpo da civilização do espírito que triunfará sobre todas as dores e falhas humanas.
Estejamos atentos às nossas responsabilidades; estejamos armados com a couraça da justiça e as armas do espírito, pois o Senhor ordenou que a primeira trombeta seja tocada, e os seus mensageiros já estão de prontidão para o grande dia do Deus Todo-Poderoso.
Edgar Cayce (Psicografia de Robson Pinheiro, em 8/4/2010), fonte: www.rcespiritismo.com.br.