Introdução

Há muito o que ser aprendido. Há muito o que podemos extrair do que vemos, tocamos, ouvimos, e acima de tudo, sentimos. Nossa sabedoria vem dos retalhos que vamos colhendo ao longo de nossa evolução, que os leva a formar a colcha que somos. Esse espaço é para que eu possa compartilhar das luzes que formam o que Eu tenho sido!!!

sábado, 17 de maio de 2014

PROBLEMAS




Os problemas dos outros são fáceis de resolver. Não é impressionante como somos muito melhores em cuidar da vida dos outros do que da nossa? Claro, a vida de outras pessoas não nos prende emocionalmente através do amor, culpa ou ilusões. Podemos analisá-la de maneira judiciosa, com distanciamento.

O distanciamento é a chave para resolver também os nossos problemas, mas a inteligência distanciada pode ver uma solução que não estamos dispostos a utilizar - em especial quando ela exige uma mudança em nosso comportamento. Então podemos nos sentir desesperados. Ficamos presos entre a rocha de nossa inteligência e a pedra da relutância em mudar.

Ficarmos ou não presos depende de nós. Podemos escolher vivermos como híbridos, um pouco sábios, um pouco infantis; um pouco felizes, um pouco infelizes, ou arriscarmo-nos a mudar e evoluir. Dentro de nós está o conhecimento e poder para conseguirmos o que desejamos, desde que acreditemos em nós mesmos. 

(Do livro: A promessa de um novo dia)

AS RESSURREIÇÕES SÃO DOS ESPÍRITOS E NÃO DOS CORPOS


A crença tradicional da ressurreição do corpo ou da carne entusiasma as pessoas simples e de baixa escolaridade, mas enfraquece a das de melhor instrução.

É necessário que os líderes religiosos valorizem mais os seus rebanhos de fiéis, pois eles não são rebanhos de quadrúpedes! Enganam-se esses líderes religiosos, às vezes, não muito sinceros, pois o povo, hoje, está cada vez mais sabedor das coisas. Daí que muitas igrejas ou templos estão bem vazios e com saídas constantes de fiéis buscando outras “verdades” em outras igrejas.

Muitos cristãos creem pouco nas suas doutrinas, que ficam fracas para manterem-nos no caminho do bem. É o que acontece no Brasil, a maior nação católica do mundo, mas que é um país de muita corrupção política, com muitos roubos e assassinatos. É mesmo um país sem lei! Falta aqui o verdadeiro cristianismo, que está nos evangelhos e não nas doutrinas, às vezes, fantasiosas, criadas pelos teólogos antigos e sustentadas pelos que vieram depois deles e até pelos de hoje. É triste dizer isso, mas o digo justamente porque é verdade!  

A ressurreição do próprio corpo físico dá um impacto muito grande, no sentido de que é um fato miraculoso ou sobrenatural. E isso é um prato cheio para a confirmação da existência do milagre, que tradicionalmente é tido como sendo causado pela interferência direta de Deus, o que não é bem verdade. E as próprias igrejas cristãs definem o milagre como sendo um fato para o qual a Ciência não tem explicação. Então, se pensarmos bem, o milagre é fruto da ignorância, pois só existe enquanto não haja uma explicação para ele. Acontece que a Ciência, cada vez mais avançada, vai explicando as causas desses fenômenos tidos como miraculosos. E nisso, a Ciência Espírita é pioneira, pois ela é uma religião científica. Assim, por exemplo, o fenômeno tido como milagroso e chamado pela Igreja de bilocação (presença de um indivíduo em dois locais diferentes ao mesmo tempo), hoje, é explicado pela Parapsicologia e pela Doutrina Espírita como sendo causado pelo dom espiritual ou mediúnico da pessoa, que pode ser até ateia. E seu novo nome dado por Kardec e a Parapsicologia é desdobramento.  E assim, um fato que, por superstição, no passado era tido como sobrenatural, na verdade é um fato natural.

Do que acabamos de ver, podemos até concluir que os ateus não creem em milagres, mas creem nos fenômenos mediúnicos. Que reviravolta! 

Existe uma doutrina de que Jesus ressuscitou ou subiu aos céus pelo seu próprio poder e que, com isso, Ele é também Deus. Duas inverdades juntas, pois vejamos o que ensina o apóstolo Paulo: “Deus ressuscitou ao Senhor e também nos ressuscitará a nós pelo seu poder.” (1 Coríntios 6: 14).“Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.” (1 Coríntios 15: 44). “Carne e sangue não podem herdar o reino dos céus.” (1 Coríntios 15: 50). Por acaso os santos da Igreja e os espíritos angélicos puros dos espíritas vão ter corpos lá no mundo espiritual?


Realmente, as ressurreições, inclusive a de Jesus, são dos espíritos e não dos corpos. Aliás, no mundo espiritual não há lugar para a matéria densa do nosso mundo físico, caso contrário, ele não seria espiritual!

(José Reis Chaves, colunista do portal  O TEMPO)

quarta-feira, 14 de maio de 2014

SOMOS QUEM QUEREMOS SER!



O Sentido de como alguém nos percebe é uma influência muito forte em nossa vida. Nessas ocasiões muitas vezes escolhemos não confiar em nosso poder pessoal, que pode forjar a postura que desejamos apresentar aos outros. No entanto, devemos nos esforçar para isso. Deixar passivamente que outras pessoas decidam quem somos nos dá o que merecemos!

Não somos impotentes em nenhuma situação. Infelizmente, com demasiada frequência deixamos um outro ser humano decidir sobre nosso valor, aptidões e até personalidade. Pais dominadores podem ter feito isso no passado. Um chefe opressor ou cônjuge crítico demais talvez estejam agindo assim no presente. Tal como não podemos controlar os outros, não podemos ser realmente controlados por eles. Somos sempre responsáveis pela nossa participação na depreciação que alguém faz de nós. Somos quem queremos ser. A pergunta que temos de responder é: por que escolher satisfazer a imagem negativa de alguém?

Do livro: A promessa de um novo dia.

terça-feira, 13 de maio de 2014

A QUEM OBEDECES?

E sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação
para todos os que lhe obedecem. - Paulo (Hebreus, 5:9)
Toda criatura obedece a alguém ou a alguma coisa.

Ninguém permanece sem objetivo.

A própria rebeldia está submetida às forças corretoras da vida.

O homem obedece a toda hora. Entretanto, se ainda não pôde definir a própria submissão por virtude construtiva, é que, não raro, atende, antes de tudo, aos impulsos baixos da natureza, resistindo ao serviço de autoelevação.

Quase sempre transforma a obediência que o salva em escravidão que o condena. O Senhor estabeleceu as gradações do caminho, instituiu a lei do próprio esforço, na aquisição dos supremos valores da vida, e determinou que o homem lhe aceitasse os desígnios para ser verdadeiramente livre, mas a criatura preferiu atender à sua condição de inferioridade e organizou o cativeiro. O discípulo necessita examinar atentamente o campo em que desenvolve a própria tarefa. 

A quem obedeces? Acaso, atendes, em primeiro lugar, às vaidades humanas ou às opiniões alheias, antes de observares o conselho do Mestre Divino?

É justo refletir sempre quanto a isso, porque somente quando atendemos, em tudo, aos ensinamentos vivos de Jesus, é que podemos quebrar a escravidão do mundo em favor da libertação eterna.

(Emmanuel [espírito] através de Francisco Cândido Xavier, no livro Pão Nosso, páginas 45 e 46) 

SEMELHANTE ATRAI SEMELHANTE

Você só recebe aquilo que tem, porque aquilo que você tem se torna uma força magnética, atrai algo semelhante. 

É como um bêbado que chega a uma cidade: logo ele vai encontrar outros bêbados. Se um jogador chegar a uma cidade, logo se tornará conhecido dos outros jogadores. Se um ladrão chegar a uma cidade, logo ele encontrará outros... ladrões.

Se um buscador de verdade chegar à cidade, ele vai encontrar outros buscadores.

Tudo que criamos em nós se torna um centro magnético, cria certo campo de energia. E nesse campo de energia as coisas começam a acontecer. 

Assim, se você quer as bençãos da existência, deve criar toda a bem-aventurança de que for capaz, deve dar o máximo de si, então uma bem-aventurança multiplicada por mil será sua. 

Quanto mais você tiver, mais receberá. Quando esse segredo for compreendido, você ficará cada vez mais rico interiormente, sua alegria será cada vez mais profunda.

E não há fim para o êxtase - você tem apenas de começar na direção certa. 

Osho em "Meditações Para a Noite".

terça-feira, 6 de maio de 2014

PENSAMENTOS

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto,
tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é
de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai. - Paulo
(Filipenses, 4:8)
Todas as obras humanas constituem a resultante do pensamento das criaturas. O mal e o bem, o feio e o belo viveram, antes de tudo, na fonte mental que os produziu, nos movimentos incessantes da vida.

O Evangelho consubstancia o roteiro generoso para que a mente do homem se renove nos caminhos da Espiritualidade superior, proclamando a necessidade de semelhante transformação, rumo aos planos mais altos. Não será tão somente com os primores intelectuais da Filosofia que o discípulo iniciará seus esforços em realização desse teor. Renovar pensamentos não é tão fácil como parece à primeira vista. Demanda muita capacidade de renúncia e profunda dominação de si mesmo, qualidades que o homem não consegue alcançar sem trabalho e sacrifício do coração. É por isso que muitos servidores modificam expressões verbais, julgando que refundiram pensamentos. Todavia, no instante de recapitular, pela repetição das circunstâncias, as experiências retentoras, encontram, de novo, análogas perturbações, porque os obstáculos e as sombras permanecem na mente, quais fantasmas ocultos. 

Pensar é criar. A realidade dessa criação pode não exteriorizar-se, de súbito, no campo dos efeitos transitórios, mas o objeto formado pelo poder mental vive no mundo íntimo, exigindo cuidados especiais para o esforço de continuidade ou extinção.

O conselho de Paulo aos filipenses apresenta sublime conteúdo. Os discípulos que puderem compreender-lhe a essência profunda, buscando ver o lado verdadeiro, honesto, justo, puro e amável de todas as coisas, cultivando-o em cada dia, terão encontrado a divina equação. 

(Emmanuel [espírito] através de Francisco Cândido Xavier, no livro: Pão Nosso, lição 15, página 43 e 44)

FISIOLOGIA DO PENSAMENTO

segunda-feira, 5 de maio de 2014

EVOLUÇÃO DO CRISTIANISMO

A história da evolução do Cristianismo é a saga do processo redentor da criatura humana.

A Constantino, imperador do Oriente, deve-se o ato gentil da liberação da prática da doutrina de Jesus em todo o império, eliminando qualquer tipo de perseguição ou limite.

Não havendo ele próprio conseguido lograr a convicção profunda dos conteúdos do Evangelho, tornou-se responsável pelos desmandos que surgiram, pelas interpolações e interpretações errôneas, bem como pela adoção de alguns cultos pagãos introduzidos na mensagem singela e pulcra do Homem de Nazaré.

Adorador de Mitra, o Deus-Sol do Zoroastrismo, mas também com outras interpretações, contribuiu grandemente para a idolatria, permitiu que os adeptos do Cristianismo em formulação, acautelados pela fortuna e outros bens materiais, perseguissem os antigos politeístas, transformassem os seus templos em catedrais faustosas.

Demolindo as antigas construções, mandavam erguer sobre elas, com nova indumentária arquitetônica, os santuários, nos quais os adeptos de Jesus deveriam reunir-se, com o olvido das pregações diante do altar sublime da natureza: nas praias, nas estradas, nas montanhas de Israel...

Logo contribuíram para que o imperador se transformasse no responsável pelo voto de Minerva, nos concílios, reuniões e discussões que se multiplicavam em abundância, em atendimento às paixões dos líderes denominados bispos, presunçosos uns, ignorantes outros, que se acusavam reciprocamente de heresias, em adulteração desrespeitosa aos ensinos de Jesus.

Constantino também se tornou responsável pela substituição dos mártires, tornados santos nos altares de ouro e de mármore dos antigos templos, em lugar dos ídolos pagãos.

Sua genitora, Helena, em viagem à terra santa, tornou-se responsável pela identificação da cruz em que morreu o Mestre, dos lugares em que Ele e os Seus apóstolos viveram, mandando erguer catedrais majestosas, iniciando o culto a relíquias, às quais atribuía poderes miraculosos e curativos, criando, pela rica imaginação, identificações, algumas delas muito longe da legitimidade...

Ainda no século IV, o papa Dâmaso convidou São Jerônimo para selecionar os textos considerados verdadeiros, canônicos, a cujo mister o patrístico aplicou vinte e cinco anos na gruta de Belém, comparando-os cuidadosamente com outros conceitos bíblicos, o que resultou na elaboração da Vulgata Latina. A essa coletânea deu-se o nome de estudos canônicos, legítimos, reconhecidos como verdadeiros pela Igreja de então.

As demais anotações, mais tarde introduzidas por outros estudiosos em O Novo Testamento, os deuterocanônicos, vêm sendo avaliadas através dos séculos, nos sucessivos concílios que trouxeram mais danos que esclarecimentos em torno da palavra do Senhor.

Nesse mesmo século IV, disputavam entre si as autoridades imperiais e eclesiásticas, enquanto o bispo de Roma, Dâmaso, permitia-se o luxo e a extravagância que o cargo lhe concedia, semelhando-se aos grandes generais e governantes das imensas metrópoles, muitíssimo distante do Rabi galileu...

Roma exigia ser a capital cristã do mundo, sob a justificativa de que os apóstolos do mestre, Pedro e, a seguir, Paulo, elegeram-na para o holocausto das próprias vidas, e as missas, que então eram celebradas, sofreram a introdução dos cultos do Oriente, transformando o hábito singelo de orar em complicadas fórmulas, ora em grego, depois em latim, que as massas não podiam entender.

Posteriormente, surgiram os grandes dissídios, tais como os ortodoxos gregos, russos, que realizavam os seus cultos dentro das tradições dos respectivos países, os coptas e outros mais complicados...

Milão, que se tornara tão importante quanto Roma, tinha em Ambrósio o seu líder máximo, que, apaixonado, desviara-se completamente, logo depois do culto ao Senhor para o das imagens e para a venda de tudo quanto representasse a herança dos abençoados mártires, dando prosseguimento às alucinações da genitora de Constantino, que se atribuía o privilégio de haver encontrado, como já referido, a cruz em que Jesus morrera, com as palavras que lhe foram colocadas ironicamente pelos romanos, em refinada zombaria ao Sinédrio.

Logo depois, a mesma Helena atreveu-se a transformar alguns dos seus cravos em objeto de extravagância na coroa do filho, atribuindo-lhe proteção divina, o que dava lugar a superstições e desmandos acompanhados de falsificações e injúrias.

Cristãos, nessa época, passaram a matar pagãos, e quando Teodósio, mais tarde imperador de Roma, apresentou-se como cristão e desejou aplicar punições àqueles que cometeram hediondos crimes, Ambrósio exigiu-lhe retratação pública e humilhante para conceder-lhe o perdão.

A doutrina do amor e da compaixão, da misericórdia e da bondade estava crucificada!

Esse mesmo Ambrósio, que conseguira converter Agostinho de Hipona, em Milão, preocupava-se mais com detalhes e insignificâncias, considerando a virgindade feminina e masculina, como fundamental, como a conduta pulcra e sublime para a entrega a Deus, não havendo qualquer preocupação com o tormento mental e emocional dos clérigos e sacerdotes, assim como das viúvas, das jovens e dos rapazes que se dedicavam ao Senhor, e, para bem consagrar o novo impositivo que se tornaria dogma da religião nascente, introduziu o uso de indumentárias brancas e reluzentes, que significavam pureza, mesmo que o mundo interior fosse o sepulcro onde o cadáver das ansiedades pessoais descompunha-se.

Jerônimo, por sua vez, deixou-se também arrebatar pela loucura do mesmo século e tornou-se terrível adversário da palavra de Jesus, ao adulterá-la, fazendo-o com intercalações nefastas, intromissões que não se justificam, e mistura dos conceitos pagãos com os cristãos para o logro da dominação imperial.
O avanço do poder temporal deságua nas Cruzadas de rudes e perversas memórias, com os desastres e mortes de centenas de milhares de vidas de ambos os lados, cristãos e mulçumanos durante alguns séculos de horror, para a defesa da sepultura vazia que Ele deixara em Jerusalém...

Até o século XVI o tormento medieval, estabelecido pelos denominados Pais da Igreja (Patrística), corrompeu, desvitalizou e transformou a revolução sublime do Evangelho em cruz e fogueira, em morte e degradação, em poder temporal e mentira...

Novos tempos surgiram, porém, com Martinho Lutero e outros que não se submeteram às injunções poderosas do culto pagão.

A Reforma abriu espaços no estreito cubículo mental no qual foi encarcerada a doutrina do Mestre e ventos novos sopraram para retirar o mofo acumulado e derrubar algumas muralhas segregacionistas...

Logo depois, no entanto, surgiram as divisões e as controvérsias entre os discípulos de Lutero, ante a sua própria defecção, e apareceram as mais variadas denominações cada uma delas, como a verdadeira.

Nesse ínterim, quando a esperança não mais brilhava nas almas aflitas, chegou à humanidade o Consolador, e os imortais conclamaram os novos discípulos do Evangelho a voltarem às praias formosas do Genesaré, à natureza encantadora, aos abençoados fenômenos da compaixão e da misericórdia em que Jesus permanece como a figura máxima de humildade e sacrifício pessoal.

Investidas terríveis das hordas do mal novamente dão-se amiúde para prejudicar a reabilitação da criatura humana e a renovação da sociedade como um todo.
Começam a surgiu os primeiros disparates, os desrespeitos e impositivos egotistas de alguns profitentes, que elaboram e apresentam necessidades falsas para adaptações do pensamento espírita às paixões em predomínio, e surgem correntes de dissídio, as acusações recíprocas de lideranças, de médiuns, de Instituições, iguais ao mesmo fenômeno do passado que se repete...

Espíritas-cristãos, tende cuidado!

O mundo, o século são sedutores, fascinantes. As suas falácias sutis e declaradas são perversas, enganosas.

Tende tento! Não sois diferentes daqueles homens e mulheres que, num momento, se dedicavam a Jesus e, logo depois, corrompiam a Sua palavra.

Assumistes o compromisso, antes do berço, de restaurardes a paz íntima perdida, as lições sublimes que vós mesmos deturpastes no passado, quando contribuístes em favor do naufrágio da fé pura e racional...

O Centro Espírita merece respeito, fidelidade ao compromisso nele estabelecido: iluminar consciências e consolar sentimentos.

Obreiros invisíveis laboram incessantemente em vosso benefício. Como vedes somente o exterior, não tendes a dimensão do que se passa nele além das vibrações materiais.

Considerai-o, oferecei a esse núcleo de oração, a essa oficina que é um educandário, um templo, um hospital transcendental, o respeito e a dedicação indispensáveis que são exigidos para o fiel cumprimento das responsabilidades abraçadas.

A modesta estrebaria onde Jesus nasceu, a vergonhosa cruz em que Ele foi levado a holocausto, ou a radiosa manhã da ressurreição, devem, permanecer vivas em nossa memória, a fim de serem preservadas a Sua vida e o Seu amor pela humanidade.

Sois as mãos, a voz, o sentimento dEle no mundo moderno.

Vivei por definitivo conforme Ele o fez e ensinou a fazer, mantende cuidado com as ilusões tão rápidas como luminosas bolhas de sabão que explodem ao contato do ar ou de encontro a qualquer objeto perfurante.

O Consolador triunfará, porque é o próprio Jesus de volta ao mundo para iluminá-lo e conduzi-lo no rumo da sua próxima regeneração.


(Vianna de Carvalho [espírito] através de Divaldo Pereira Franco, publicada na Revista o Reformador, edição de abril de 2014, páginas 10 a 12)

terça-feira, 29 de abril de 2014

PÁGINAS

Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura,
depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e
de bons frutos, sem a parcialidade e sem hipocrisia. - (Tiago, 3:17)
Toda página escrita tem alma e o crente necessita auscultar-lhe a natureza. O exame sincero esclarecerá imediatamente a que esfera pertence, no círculo de atividade destruidora no mundo ou no centro dos esforços de edificação para a vida espiritual. 

Primeiramente, o leitor amigo da verdade e do bem analisar-lhe-á as linhas, para ajuizar da pureza do seu conteúdo, compreendendo que, se as suas expressões foram nascidas de fontes superiores, aí encontrará os sinais inequívocos da paz, da moderação, da afabilidade fraternal, da compreensão amorosa e dos bons frutos, enfim. 

Mas se a página reflete os venenos sutis da parcialidade humana, semelhante mensagem do pensamento não procede das esferas mais nobres da vida. Ainda que se origine da ação dos Espíritos desencarnados, supostamente superiores, a folha que não faça benefício em harmonia e construção fraternal é, apenas, reflexo de condições inferiores.

Examina, pois, as páginas de teu contato com o pensamento alheio, diariamente, e faze companhia àquelas que te desejam elevação. Não precisas das que se figurem mais brilhantes, mas daquelas que te façam melhor. 

(Emmanuel [espírito] através de Francisco Cândido Xavier, no livro: Pão Nosso, capítulo 14, páginas 41 e 42.)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

PARA UNS A REENCARNAÇÃO É MALDITA, MAS NA VERDADE ELA É BENDITA

    


O Fundamento de toda religião é a crença em Deus e na imortalidade do espírito. E, na vida prática do religioso, é essencial a vivência do amor a Deus e ao próximo.
    O pecado é uma ofensa ao próximo, e uma desobediência das leis divinas. Mas a ofensa ao próximo não atinge Deus, pois Ele é como que vacinado contra ofensas e males. “Ao Todo-Poderoso não podemos alcançar.” (Jó 37:23).  Aliás, se Deus sofresse com os pecados da Humanidade, Ele seria o ser mais infeliz! Mas isso não acontece, exatamente porque Deus, além de Todo-Poderoso, é também imutável. Já nós, sim, somos prejudicados quando deixamos de amar a Ele e ao nosso próximo. E o nosso amor a Deus passa pelo amor ao nosso semelhante. “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar o seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” (1 João 4: 20).  
     
A crença na imortalidade do espírito, como já dissemos, é uma das questões essenciais das religiões. Mas essa imortalidade é vista de vários modos. Sabemos que o espírito de cada um de nós habita o nosso corpo aqui na vida terrena. Mas o espírito habita também fora deste nosso mundo físico, ou seja, no mundo espiritual. Ele caminha sempre em sua jornada evolutiva sempiterna, pois ela tem começo, mas não tem fim. E assim, os espíritos humanos vão se tornando, cada vez mais, mais perfeitos e, pois, mais semelhantes a Deus, mas sem jamais serem perfeitos iguais a Ele, cuja perfeição é infinita.
    Essa crença de que o espírito, ora está num corpo humano aqui Terra, ora no mundo espiritual, depois da crença em Deus e na imortalidade do espírito, é a mais aceita por todos os religiosos do mundo, independente de sua religião. Ela é o que se chama reencarnação, que não é criação do espiritismo como muitos pensam. E, segundo uma pesquisa da Universidade de Oxford, em 212 países, no ano de 2.000, cerca de ¾ da população mundial creem na reencarnação, que é bíblica e é, hoje, comprovada por vários segmentos da Ciência.
     E ela é maldita para os materialistas e para os líderes religiosos fundamentalistas, que não conhecem bem a Bíblia, ou que a conhecem, mas querem manter os seus fiéis amedrontados com a falsa e mitológica existência real do inferno de Dante Alighiere na “Divina Comédia”, quando esse inferno é figurado na Bíblia. Aliás, esse mesmo maior poeta europeu medieval demonstra reservadamente que ele era reencarnacionista. (Mais detalhes em meu livro “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência”, 8ª edição, Ed. EBM, SP, e que está sendo lançado também em inglês nos Estados Unidos pela Editora “Outskirts Press Inc”).
      A reencarnação continua maldita para uma minoria da Humanidade, mas como foi mostrado, é bendita para a grande maioria da população do mundo. É que ela nos dá a certeza da imortalidade e de que todos nós estamos mesmo caminhando, uma minoria mais rapidamente e a maioria mais devagar, de acordo com o livre-arbítrio de cada um, para nos encontrarmos, um dia, com Deus, que não quer a perda de nenhuma de suas almas amadas infinitamente por Ele. (João 6: 39).

     E terminamos dizendo que, sem a teoria da reencarnação, seria uma mentira a doutrina teológica da misericórdia infinita de Deus!

(por José Reis Chaves, colunista do jornal O TEMPO)