Introdução

Há muito o que ser aprendido. Há muito o que podemos extrair do que vemos, tocamos, ouvimos, e acima de tudo, sentimos. Nossa sabedoria vem dos retalhos que vamos colhendo ao longo de nossa evolução, que os leva a formar a colcha que somos. Esse espaço é para que eu possa compartilhar das luzes que formam o que Eu tenho sido!!!

terça-feira, 6 de maio de 2014

PENSAMENTOS

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto,
tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é
de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai. - Paulo
(Filipenses, 4:8)
Todas as obras humanas constituem a resultante do pensamento das criaturas. O mal e o bem, o feio e o belo viveram, antes de tudo, na fonte mental que os produziu, nos movimentos incessantes da vida.

O Evangelho consubstancia o roteiro generoso para que a mente do homem se renove nos caminhos da Espiritualidade superior, proclamando a necessidade de semelhante transformação, rumo aos planos mais altos. Não será tão somente com os primores intelectuais da Filosofia que o discípulo iniciará seus esforços em realização desse teor. Renovar pensamentos não é tão fácil como parece à primeira vista. Demanda muita capacidade de renúncia e profunda dominação de si mesmo, qualidades que o homem não consegue alcançar sem trabalho e sacrifício do coração. É por isso que muitos servidores modificam expressões verbais, julgando que refundiram pensamentos. Todavia, no instante de recapitular, pela repetição das circunstâncias, as experiências retentoras, encontram, de novo, análogas perturbações, porque os obstáculos e as sombras permanecem na mente, quais fantasmas ocultos. 

Pensar é criar. A realidade dessa criação pode não exteriorizar-se, de súbito, no campo dos efeitos transitórios, mas o objeto formado pelo poder mental vive no mundo íntimo, exigindo cuidados especiais para o esforço de continuidade ou extinção.

O conselho de Paulo aos filipenses apresenta sublime conteúdo. Os discípulos que puderem compreender-lhe a essência profunda, buscando ver o lado verdadeiro, honesto, justo, puro e amável de todas as coisas, cultivando-o em cada dia, terão encontrado a divina equação. 

(Emmanuel [espírito] através de Francisco Cândido Xavier, no livro: Pão Nosso, lição 15, página 43 e 44)

FISIOLOGIA DO PENSAMENTO

segunda-feira, 5 de maio de 2014

EVOLUÇÃO DO CRISTIANISMO

A história da evolução do Cristianismo é a saga do processo redentor da criatura humana.

A Constantino, imperador do Oriente, deve-se o ato gentil da liberação da prática da doutrina de Jesus em todo o império, eliminando qualquer tipo de perseguição ou limite.

Não havendo ele próprio conseguido lograr a convicção profunda dos conteúdos do Evangelho, tornou-se responsável pelos desmandos que surgiram, pelas interpolações e interpretações errôneas, bem como pela adoção de alguns cultos pagãos introduzidos na mensagem singela e pulcra do Homem de Nazaré.

Adorador de Mitra, o Deus-Sol do Zoroastrismo, mas também com outras interpretações, contribuiu grandemente para a idolatria, permitiu que os adeptos do Cristianismo em formulação, acautelados pela fortuna e outros bens materiais, perseguissem os antigos politeístas, transformassem os seus templos em catedrais faustosas.

Demolindo as antigas construções, mandavam erguer sobre elas, com nova indumentária arquitetônica, os santuários, nos quais os adeptos de Jesus deveriam reunir-se, com o olvido das pregações diante do altar sublime da natureza: nas praias, nas estradas, nas montanhas de Israel...

Logo contribuíram para que o imperador se transformasse no responsável pelo voto de Minerva, nos concílios, reuniões e discussões que se multiplicavam em abundância, em atendimento às paixões dos líderes denominados bispos, presunçosos uns, ignorantes outros, que se acusavam reciprocamente de heresias, em adulteração desrespeitosa aos ensinos de Jesus.

Constantino também se tornou responsável pela substituição dos mártires, tornados santos nos altares de ouro e de mármore dos antigos templos, em lugar dos ídolos pagãos.

Sua genitora, Helena, em viagem à terra santa, tornou-se responsável pela identificação da cruz em que morreu o Mestre, dos lugares em que Ele e os Seus apóstolos viveram, mandando erguer catedrais majestosas, iniciando o culto a relíquias, às quais atribuía poderes miraculosos e curativos, criando, pela rica imaginação, identificações, algumas delas muito longe da legitimidade...

Ainda no século IV, o papa Dâmaso convidou São Jerônimo para selecionar os textos considerados verdadeiros, canônicos, a cujo mister o patrístico aplicou vinte e cinco anos na gruta de Belém, comparando-os cuidadosamente com outros conceitos bíblicos, o que resultou na elaboração da Vulgata Latina. A essa coletânea deu-se o nome de estudos canônicos, legítimos, reconhecidos como verdadeiros pela Igreja de então.

As demais anotações, mais tarde introduzidas por outros estudiosos em O Novo Testamento, os deuterocanônicos, vêm sendo avaliadas através dos séculos, nos sucessivos concílios que trouxeram mais danos que esclarecimentos em torno da palavra do Senhor.

Nesse mesmo século IV, disputavam entre si as autoridades imperiais e eclesiásticas, enquanto o bispo de Roma, Dâmaso, permitia-se o luxo e a extravagância que o cargo lhe concedia, semelhando-se aos grandes generais e governantes das imensas metrópoles, muitíssimo distante do Rabi galileu...

Roma exigia ser a capital cristã do mundo, sob a justificativa de que os apóstolos do mestre, Pedro e, a seguir, Paulo, elegeram-na para o holocausto das próprias vidas, e as missas, que então eram celebradas, sofreram a introdução dos cultos do Oriente, transformando o hábito singelo de orar em complicadas fórmulas, ora em grego, depois em latim, que as massas não podiam entender.

Posteriormente, surgiram os grandes dissídios, tais como os ortodoxos gregos, russos, que realizavam os seus cultos dentro das tradições dos respectivos países, os coptas e outros mais complicados...

Milão, que se tornara tão importante quanto Roma, tinha em Ambrósio o seu líder máximo, que, apaixonado, desviara-se completamente, logo depois do culto ao Senhor para o das imagens e para a venda de tudo quanto representasse a herança dos abençoados mártires, dando prosseguimento às alucinações da genitora de Constantino, que se atribuía o privilégio de haver encontrado, como já referido, a cruz em que Jesus morrera, com as palavras que lhe foram colocadas ironicamente pelos romanos, em refinada zombaria ao Sinédrio.

Logo depois, a mesma Helena atreveu-se a transformar alguns dos seus cravos em objeto de extravagância na coroa do filho, atribuindo-lhe proteção divina, o que dava lugar a superstições e desmandos acompanhados de falsificações e injúrias.

Cristãos, nessa época, passaram a matar pagãos, e quando Teodósio, mais tarde imperador de Roma, apresentou-se como cristão e desejou aplicar punições àqueles que cometeram hediondos crimes, Ambrósio exigiu-lhe retratação pública e humilhante para conceder-lhe o perdão.

A doutrina do amor e da compaixão, da misericórdia e da bondade estava crucificada!

Esse mesmo Ambrósio, que conseguira converter Agostinho de Hipona, em Milão, preocupava-se mais com detalhes e insignificâncias, considerando a virgindade feminina e masculina, como fundamental, como a conduta pulcra e sublime para a entrega a Deus, não havendo qualquer preocupação com o tormento mental e emocional dos clérigos e sacerdotes, assim como das viúvas, das jovens e dos rapazes que se dedicavam ao Senhor, e, para bem consagrar o novo impositivo que se tornaria dogma da religião nascente, introduziu o uso de indumentárias brancas e reluzentes, que significavam pureza, mesmo que o mundo interior fosse o sepulcro onde o cadáver das ansiedades pessoais descompunha-se.

Jerônimo, por sua vez, deixou-se também arrebatar pela loucura do mesmo século e tornou-se terrível adversário da palavra de Jesus, ao adulterá-la, fazendo-o com intercalações nefastas, intromissões que não se justificam, e mistura dos conceitos pagãos com os cristãos para o logro da dominação imperial.
O avanço do poder temporal deságua nas Cruzadas de rudes e perversas memórias, com os desastres e mortes de centenas de milhares de vidas de ambos os lados, cristãos e mulçumanos durante alguns séculos de horror, para a defesa da sepultura vazia que Ele deixara em Jerusalém...

Até o século XVI o tormento medieval, estabelecido pelos denominados Pais da Igreja (Patrística), corrompeu, desvitalizou e transformou a revolução sublime do Evangelho em cruz e fogueira, em morte e degradação, em poder temporal e mentira...

Novos tempos surgiram, porém, com Martinho Lutero e outros que não se submeteram às injunções poderosas do culto pagão.

A Reforma abriu espaços no estreito cubículo mental no qual foi encarcerada a doutrina do Mestre e ventos novos sopraram para retirar o mofo acumulado e derrubar algumas muralhas segregacionistas...

Logo depois, no entanto, surgiram as divisões e as controvérsias entre os discípulos de Lutero, ante a sua própria defecção, e apareceram as mais variadas denominações cada uma delas, como a verdadeira.

Nesse ínterim, quando a esperança não mais brilhava nas almas aflitas, chegou à humanidade o Consolador, e os imortais conclamaram os novos discípulos do Evangelho a voltarem às praias formosas do Genesaré, à natureza encantadora, aos abençoados fenômenos da compaixão e da misericórdia em que Jesus permanece como a figura máxima de humildade e sacrifício pessoal.

Investidas terríveis das hordas do mal novamente dão-se amiúde para prejudicar a reabilitação da criatura humana e a renovação da sociedade como um todo.
Começam a surgiu os primeiros disparates, os desrespeitos e impositivos egotistas de alguns profitentes, que elaboram e apresentam necessidades falsas para adaptações do pensamento espírita às paixões em predomínio, e surgem correntes de dissídio, as acusações recíprocas de lideranças, de médiuns, de Instituições, iguais ao mesmo fenômeno do passado que se repete...

Espíritas-cristãos, tende cuidado!

O mundo, o século são sedutores, fascinantes. As suas falácias sutis e declaradas são perversas, enganosas.

Tende tento! Não sois diferentes daqueles homens e mulheres que, num momento, se dedicavam a Jesus e, logo depois, corrompiam a Sua palavra.

Assumistes o compromisso, antes do berço, de restaurardes a paz íntima perdida, as lições sublimes que vós mesmos deturpastes no passado, quando contribuístes em favor do naufrágio da fé pura e racional...

O Centro Espírita merece respeito, fidelidade ao compromisso nele estabelecido: iluminar consciências e consolar sentimentos.

Obreiros invisíveis laboram incessantemente em vosso benefício. Como vedes somente o exterior, não tendes a dimensão do que se passa nele além das vibrações materiais.

Considerai-o, oferecei a esse núcleo de oração, a essa oficina que é um educandário, um templo, um hospital transcendental, o respeito e a dedicação indispensáveis que são exigidos para o fiel cumprimento das responsabilidades abraçadas.

A modesta estrebaria onde Jesus nasceu, a vergonhosa cruz em que Ele foi levado a holocausto, ou a radiosa manhã da ressurreição, devem, permanecer vivas em nossa memória, a fim de serem preservadas a Sua vida e o Seu amor pela humanidade.

Sois as mãos, a voz, o sentimento dEle no mundo moderno.

Vivei por definitivo conforme Ele o fez e ensinou a fazer, mantende cuidado com as ilusões tão rápidas como luminosas bolhas de sabão que explodem ao contato do ar ou de encontro a qualquer objeto perfurante.

O Consolador triunfará, porque é o próprio Jesus de volta ao mundo para iluminá-lo e conduzi-lo no rumo da sua próxima regeneração.


(Vianna de Carvalho [espírito] através de Divaldo Pereira Franco, publicada na Revista o Reformador, edição de abril de 2014, páginas 10 a 12)

terça-feira, 29 de abril de 2014

PÁGINAS

Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura,
depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e
de bons frutos, sem a parcialidade e sem hipocrisia. - (Tiago, 3:17)
Toda página escrita tem alma e o crente necessita auscultar-lhe a natureza. O exame sincero esclarecerá imediatamente a que esfera pertence, no círculo de atividade destruidora no mundo ou no centro dos esforços de edificação para a vida espiritual. 

Primeiramente, o leitor amigo da verdade e do bem analisar-lhe-á as linhas, para ajuizar da pureza do seu conteúdo, compreendendo que, se as suas expressões foram nascidas de fontes superiores, aí encontrará os sinais inequívocos da paz, da moderação, da afabilidade fraternal, da compreensão amorosa e dos bons frutos, enfim. 

Mas se a página reflete os venenos sutis da parcialidade humana, semelhante mensagem do pensamento não procede das esferas mais nobres da vida. Ainda que se origine da ação dos Espíritos desencarnados, supostamente superiores, a folha que não faça benefício em harmonia e construção fraternal é, apenas, reflexo de condições inferiores.

Examina, pois, as páginas de teu contato com o pensamento alheio, diariamente, e faze companhia àquelas que te desejam elevação. Não precisas das que se figurem mais brilhantes, mas daquelas que te façam melhor. 

(Emmanuel [espírito] através de Francisco Cândido Xavier, no livro: Pão Nosso, capítulo 14, páginas 41 e 42.)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

PARA UNS A REENCARNAÇÃO É MALDITA, MAS NA VERDADE ELA É BENDITA

    


O Fundamento de toda religião é a crença em Deus e na imortalidade do espírito. E, na vida prática do religioso, é essencial a vivência do amor a Deus e ao próximo.
    O pecado é uma ofensa ao próximo, e uma desobediência das leis divinas. Mas a ofensa ao próximo não atinge Deus, pois Ele é como que vacinado contra ofensas e males. “Ao Todo-Poderoso não podemos alcançar.” (Jó 37:23).  Aliás, se Deus sofresse com os pecados da Humanidade, Ele seria o ser mais infeliz! Mas isso não acontece, exatamente porque Deus, além de Todo-Poderoso, é também imutável. Já nós, sim, somos prejudicados quando deixamos de amar a Ele e ao nosso próximo. E o nosso amor a Deus passa pelo amor ao nosso semelhante. “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar o seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” (1 João 4: 20).  
     
A crença na imortalidade do espírito, como já dissemos, é uma das questões essenciais das religiões. Mas essa imortalidade é vista de vários modos. Sabemos que o espírito de cada um de nós habita o nosso corpo aqui na vida terrena. Mas o espírito habita também fora deste nosso mundo físico, ou seja, no mundo espiritual. Ele caminha sempre em sua jornada evolutiva sempiterna, pois ela tem começo, mas não tem fim. E assim, os espíritos humanos vão se tornando, cada vez mais, mais perfeitos e, pois, mais semelhantes a Deus, mas sem jamais serem perfeitos iguais a Ele, cuja perfeição é infinita.
    Essa crença de que o espírito, ora está num corpo humano aqui Terra, ora no mundo espiritual, depois da crença em Deus e na imortalidade do espírito, é a mais aceita por todos os religiosos do mundo, independente de sua religião. Ela é o que se chama reencarnação, que não é criação do espiritismo como muitos pensam. E, segundo uma pesquisa da Universidade de Oxford, em 212 países, no ano de 2.000, cerca de ¾ da população mundial creem na reencarnação, que é bíblica e é, hoje, comprovada por vários segmentos da Ciência.
     E ela é maldita para os materialistas e para os líderes religiosos fundamentalistas, que não conhecem bem a Bíblia, ou que a conhecem, mas querem manter os seus fiéis amedrontados com a falsa e mitológica existência real do inferno de Dante Alighiere na “Divina Comédia”, quando esse inferno é figurado na Bíblia. Aliás, esse mesmo maior poeta europeu medieval demonstra reservadamente que ele era reencarnacionista. (Mais detalhes em meu livro “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência”, 8ª edição, Ed. EBM, SP, e que está sendo lançado também em inglês nos Estados Unidos pela Editora “Outskirts Press Inc”).
      A reencarnação continua maldita para uma minoria da Humanidade, mas como foi mostrado, é bendita para a grande maioria da população do mundo. É que ela nos dá a certeza da imortalidade e de que todos nós estamos mesmo caminhando, uma minoria mais rapidamente e a maioria mais devagar, de acordo com o livre-arbítrio de cada um, para nos encontrarmos, um dia, com Deus, que não quer a perda de nenhuma de suas almas amadas infinitamente por Ele. (João 6: 39).

     E terminamos dizendo que, sem a teoria da reencarnação, seria uma mentira a doutrina teológica da misericórdia infinita de Deus!

(por José Reis Chaves, colunista do jornal O TEMPO)

quinta-feira, 10 de abril de 2014

LINGUAGEM

Linguagem sã e irrepreensível para que o adversário se envergonhe,
não tendo nenhum mal que dizer de nós - Paulo (Tito, 2:8)
Através da linguagem, o homem ajuda-se ou se desajuda.

Ainda mesmo que o nosso íntimo permaneça nevoado de problemas, não é aconselhável que a nossa palavra se faça turva ou desequilibrada para os outros.

Cada qual tem o seu enigma, a sua necessidade e a sua dor e não é justo aumentar as aflições do vizinho com a carga de nossas inquietações.

A exteriorização da queixa desencoraja, o verbo da aspereza vergasta, a observação do maldizente confunde. ..

Pela nossa manifestação mal conduzida para com os erros dos outros, afastamos a verdade de nós.

Pela nossa expressão verbalista menos enobrecida, repelimos a bênção do amor que nos encheria do contentamento de viver.

Tenhamos a precisa coragem de eliminar, por nós mesmos, os raios de nossos sentimentos e desejos descontrolados.

A palavra é canal do “eu”.

Pela válvula da língua, nossas paixões explodem ou nossas virtudes se estendem.

Cada vez que arrojamos para fora de nós o vocabulário que nos é próprio, emitimos forças que destroem ou edificam, que solapam ou restauram, que ferem ou balsamizam.

Linguagem, a nosso entender, se constitui de três elementos essenciais: expressão, maneira e voz.

Se não aclaramos a frase, se não apuramos o modo e se não educamos a voz, de acordo com as situações, somos suscetíveis de perder as nossas melhores oportunidades de melhoria, entendimento e elevação.

Paulo de Tarso fornece a receita adequada aos aprendizes do Evangelho.

Nem linguagem doce demais, nem amarga em excesso. Nem branda em demasia, afugentando a confiança, nem áspera ou contundente, quebrando a simpatia, mas sim “linguagem sã e irrepreensível para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós”.

(Autor: Emmanuel Psicografia de Chico Xavier. Livro: Fonte Viva)
(recebida do amigo Frederico por email)

PEQUENOS DETALHES

Você já se deu conta de que poucos de nós temos a preocupação em avaliar os detalhes da vida? 

Preocupamo-nos com grandes ações, momentos de grande impacto, situações decisivas.

Marca-nos a emoção e a memória quando recebemos um presente significativo, quando algo surpreendente nos ocorre, ou quando alguém faz um grande gesto a nosso favor.

Nada mais natural que isso ocorra, pois existem situações e momentos que, efetivamente, fazem a diferença em nossa existência.

Como esquecer quando alguém nos estende a mão em um momento difícil ou quando um fato marcante ocorre em nossa vida?

Porém, frequentemente, nos passam despercebidos pequenos detalhes, que parecem simples ou de menor importância.

Quantas vezes nos chama a atenção a gentileza de alguém que nos cede a vez, nos dá a passagem quando estamos dirigindo?

Porém, se alguém é grosseiro quando estamos no trânsito, somos capazes de ficar o dia todo transtornados, de mudar de humor, de nos perturbarmos.

Chegamos em casa reclamando da falta de educação, da pouca cidadania das pessoas, contaminando a todos com nossa indignação.

Contudo, quando nos deparamos com alguém gentil e educado, poucos, ou quase nenhum comentário fazemos.

Qual a nossa reação quando alguém nos sorri generosamente, quando nos atende com gentileza, em uma loja, em uma repartição pública?

A nossa pressa, a loucura em que nos envolvemos no cotidiano, poucas vezes permite que nos contagiemos com tal delicadeza e alegria.

Entretanto, basta uma situação com alguém rude, agindo com má vontade ou indiferença para que isso se torne um divisor de águas em nosso dia. E carregamos a perturbação ao longo das horas.


Nossa experiência terrena é rica em possibilidades e vivências.

E a convivência humana, a vida de relação, é das oportunidades mais significativas e enriquecedoras que nossa encarnação pode nos oferecer.

Nesse relacionamento social em que todos estamos envolvidos, cada um de nós oferece aquilo de que já consegue dispor.

Não se pode exigir da criança os conhecimentos avançados das ciências ou das artes.

Da mesma forma, ainda são muitos aqueles com os quais convivemos que não possuem senão poucos tesouros a oferecer.

Ainda guardam na intimidade pedras brutas aguardando o devido burilamento, que só a maturidade e a vivência possibilitam, a fim de que se tornem joias de real valor.

Portanto, não tenhamos a ilusão de que na vida sempre encontraremos pessoas dispostas a oferecer gentileza, compreensão, bondade e tolerância.

Mas, quando isso ocorrer, quando a vida nos proporcionar esses pequenos presentes, que possamos valorizar, guardá-los na lembrança, e revivê-los em nossas conversas e comentários.

Quanto aos demais, aqueles que apenas conseguem oferecer as pedras brutas de que ainda são portadores, que os tenhamos como professores.

Afinal, serão eles os que nos darão a oportunidade de despertar e desenvolver em nós a compreensão, a tolerância e a paciência, virtudes que ainda teimam em não participar da nossa personalidade.

Pensemos nisso e atentemos mais para os pequenos e preciosos detalhes, com eles enriquecendo as nossas horas. 


(Recebido do amigo Karlinhos por email)

HERÓI ANÔNIMO - VALORIZE MAIS A VIDA

terça-feira, 8 de abril de 2014

O BEM É INCANSÁVEL

E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem. - Paulo
(II Tessalonicenses, 3:13)
É muito comum encontrarmos pessoas que se declaram cansadas de praticar o bem. Estejamos, contudo, convictos de que semelhantes alegações não procedem de fonte pura.

Somente aqueles que visam a determinadas vantagens aos interesses particularistas, na zona do imediatismo, adquirem o tédio vizinho da desesperação, quando não podem atender a propósitos egoísticos.

É indispensável muita prudência quando essa ou aquela circunstância nos induz a refletir nos males que nos assaltam, depois do bem que julgamos haver semeado ou nutrido.

O aprendiz sincero não ignora que Jesus exerce o seu ministério de amor sem exaurir-se, desde o princípio da organização planetária. Relativamente aos nossos casos pessoais, muita vez terá o Mestre sentido o espinho de nossa ingratidão, identificando-nos o recuo aos trabalhos da nossa própria iluminação; todavia, nem mesmo verificando-nos os desvios voluntários e criminosos, jamais se esgotou a paciência do Cristo que nos corrige, amando, e tolera, edificando, abrindo-nos misericordiosos braços para a atividade renovadora.

Se ele nos tem suportado e esperado através de tantos séculos, por que não poderemos experimentar de ânimo firme algumas pequenas decepções durante alguns dias?

A observação de Paulo aos tessalonicenses, portanto, é muito justa. Se nos entediarmos  na prática do bem, semelhante desastre expressará em verdade que ainda nos não foi possível a emersão do mal de nós mesmos. 

(Emmanuel {espírito} através de Francisco Cândido Xavier, no livro Pão Nosso, editado pela FEB, lição 11, páginas 35 e 36)

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O AMOR DIVINO E O KARMA

Um anjo iniciante, que acabara de ser aceito no céu como um trabalhador da luz, estava desejoso de ajudar a humanidade. Ele ainda era um novato na arte de fazer o bem, e por isso estava muito empolgado com a possibilidade de descer ao mundo para auxiliar os seres humanos.

O anjo foi percorrendo a superfície da Terra, e de repente, ouviu uma oração de uma jovem pedindo a Deus que a curasse. O anjo foi ao encontro da moça e percebeu que ela estava com cirrose hepática. O anjo reuniu toda a sua energia de cura e iniciou um tratamento na jovem.

Nesse momento, apareceu à presença do anjo um dos espíritos conhecidos como “Senhores do Karma”, um espírito evoluidíssimo que cuida da aplicação da lei de ação e reação na humanidade e em toda a natureza. O senhor do karma disse ao anjo:

- Ser angelical, essa jovem violou as leis de Deus. O que ela passa nada mais é do que a expressão da lei de ação e reação.

O anjo respondeu:

- Altíssimo Senhor do Karma, não podemos esquecer do amor infinito de Deus diante dos seus filhos. Onde está a misericórdia divina se essa moça continuar com sua doença? Apelo ao perdão divino e peço permissão para levar a cura espiritual a essa jovem.

- Está bem. Disse o Senhor do Karma.

O anjo fez todo o tratamento espiritual na jovem, e ela se curou.

Voltando a percorrer, na velocidade do pensamento, a superfície terrestre, o anjo percebeu que estava prestes a ocorrer um grave acidente de carro, que iria incapacitar seriamente um homem. O anjo desceu incrivelmente rápido, e conseguiu chegar a tempo de impedir o acidente fatal, salvando o homem talvez de se tornar paraplégico.

Perto dali, o anjo pôde perceber o Senhor do Karma observando seu trabalho.

Mais uma vez o anjo cruzou o céu da superfície terrestre. Num país distante, o anjo ouviu outro chamado. Uma senhora estava prestes a falecer, e sua família pedia insistentemente que Deus não a levasse. O anjo foi ao encontro da senhora enferma numa cama de hospital, e doou a ela um pouco de energia vital curativa. Isso foi suficiente para reerguer a velhinha da cama no dia seguinte. Os médicos disseram que ela estava inexplicavelmente curada.

Mais uma vez, o Senhor do Karma observava tudo atentamente à distância.

Passados três meses, o anjo resolveu revisitar as pessoas que há meses atrás havia ajudado. Foi então verificar como estaria a jovem com cirrose hepática, o homem que salvou de um acidente incapacitante, e a velhinha que estava no leito de morte num hospital.

O anjo foi até a jovem e observou que, depois de ser curada, ela voltou a beber muito, como sempre fazia, e voltou a ter novos problemas de saúde em decorrência da bebida. A cirrose hepática havia sido causada por muitas noites de intensa beberagem.

O anjo foi então visitar o homem que foi salvo de um acidente. Percebeu que ele estava numa cadeira de rodas, fruto de um outro acidente algumas semanas depois. O homem costumava correr muito com seu carro, e por conta disso, inevitavelmente acabou sofrendo um grave acidente.

Finalmente, o anjo foi visitar a velhinha que estava no leito de morte. Assim que chegou na casa da família que pedira sua ajuda para salva-la, percebeu que todos estavam tristes, pois a senhora havia morrido há menos de 1 mês.

Tudo isso impactou muito o anjo iniciante. Ele começou a refletir se agiu corretamente ao tentar ajudar essas pessoas através da cessação de seus riscos e mazelas. O Senhor do Karma, que acompanhou tudo de perto, apareceu para o anjo e disse:

- Ser angelical, sua intenção foi boa e você possui o amor divino dentro de si. Mas o amor divino não consiste apenas em tirar a pessoa de uma dificuldade ou de um sofrimento. A jovem que você ajudou abusava muito do álcool, e era necessário que ela passasse por aquela doença para se desprender do apego à bebida. O homem que você salvou do acidente precisava se incapacitar para entender que não se deve jogar com a sua vida e nem com a vida dos outros em altas velocidades no trânsito. A velhinha no leito de hospital completara sua missão na vida, e já era a hora dela partir ao plano espiritual, mas você prolongou desnecessariamente sua estadia no mundo achando com isso a estaria ajudando, mas apenas reforçou o apego que aquela família tinha sobre ela. Se aquela pessoa precisa passar por aquilo, é assim que deve ser. Muitas vezes é preciso permitir que a pessoa possa atravessar uma experiência, por mais dolorosa que seja. Os seres humanos precisam de certas experiências para aprender, e tirar isso delas é o mesmo que remover a terra para uma plantinha nascer, ou quebrar o casulo de uma lagarta para que ela possa se libertar, mas se você fizer isso, mata a planta e a lagarta. Esse é um princípio sagrado da vida: o amor divino está justamente em permitir que seus filhos tenham as experiências necessárias ao seu adiantamento espiritual.


Autor: Hugo Lapa