Introdução

Há muito o que ser aprendido. Há muito o que podemos extrair do que vemos, tocamos, ouvimos, e acima de tudo, sentimos. Nossa sabedoria vem dos retalhos que vamos colhendo ao longo de nossa evolução, que os leva a formar a colcha que somos. Esse espaço é para que eu possa compartilhar das luzes que formam o que Eu tenho sido!!!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

ESTIVE PENSANDO: MÃOS A OBRA

Allan Kardec foi movido a estar em uma sessão de mesas girantes, fenômeno que ocorria em profusão em casas na França do século XIX, movido pela curiosidade. Pensava ele que, o que ocorria, seria facilmente explicado com os conhecimentos já então estabelecidos pela ciência. Após a verificação do fenômeno e depois de analisar, investigar, raciocinar, pode ele então perceber que as ocorrências eram originais, diferentes de tudo o que se já tinha estudado. A partir daí, e com uma série de eventos conseguintes, que merecem a pesquisa de todos, nosso benfeitor debruçou-se sobre a missão de codificar as comunicações recebidas, extraindo delas novos ensinamentos e direcionamentos. 
Essa introdução se faz necessária para ilustrar que a Doutrina Espírita nasce de um fato até então "espetacular", mas não é apenas isso, muito antes, pelo contrário. A Doutrina Espírita nos apresenta revelações que devidamente assinaladas nos levam a reflexões pessoais que terminam por nos fazerem provocar mudanças pessoais, pois alarga nosso horizonte, ilumina nossas consciências e consola nossos corações, ao nos apresentar entre outros tantos valores, a continuidade da vida, com o que somos e não com o que temos. 
Chico Xavier, um dos médiuns mais conhecidos de todos nós, por suas multi-habilidades mediúnicas também promoveu bastante efeitos espetaculares, e mesmo a maneira como ele se utilizava da psicografia em público, a tornava atraente aos olhos de quem nelas se apoiava, ou os que apenas viam os efeitos. 
No livro Pão Nosso, escrito por Chico Xavier, ditado por Emmanuel, em sua lição 1, de título: Mãos a obra (clique aqui e veja o texto integral)podemos nos valer de uma reflexão interessante sobre o fato de que muitas vezes nos sintonizamos com os fatos espetaculares, neles nos agarramos, mas esquecemos por entender que são apenas eventos, e que como são feitos, podem deixar de serem feitos a qualquer momento. Muitas vezes quando isso ocorre, vamos atrás de mais outros e assim entramos em um círculo vicioso de práticas externas sem o devido entendimento pessoal, que nos encaminha para um fé cega e dependente. 
Emmanuel nos lembra que devemos fazer algo por nós mesmos e esse algo é nos prontificarmos a servir a vida onde quer que estejamos e que a causa maior é o Evangelho e sua mensagem, e não os mensageiros e seus feitos. As grandes virtudes que o Mestre Jesus nos legou não foram suas curas, os fatos que erroneamente chamamos de milagres, mas os ensinamentos eternos, celebrizados, dentre outros, no encontro dele com a mulher adúltera, com a Samaritana no poço de Jacó, na última ceia realizada com os amigos quando lavou e enxugou os pés de todos e acima de tudo quando afirmou que a nós, seus discípulos, não basta amar, mas amar como ele nos amou. 
São chegados tempos em que precisamos exercer com urgência esse mandamento a fim de tornarmos nossa vida melhor, na proporção que tornaremos melhor a vida do outro, e com isso todo o ambiente se melhora. 
Mãos a obra... Reforme-se... Derrube o que for necessário para que algo novo surja. Não se prenda aos mensageiros, aos efeitos, aos fatos externos... Cuide de seus instintos, de suas sensações, de seus sentimentos e assim poderá amar como o Mestre amou, e amar como o Mestre amou é ser livre, não dependente da reciprocidade.  

(reflexão que deu base a estudo realizado no Centro Espírita Casimiro Cunha, Rua Nova Ponte 464, Salgado Filho, Belo Horizonte, em 28/01/2014, sobre o Capítulo 1 do livro: O Pão Nosso)

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